terça-feira, 24 de julho de 2018

Bert Hellinger entrevistado por Humberto del Pozo em Santiago de Chile. setembro de 1999 (Trecho 5) (1)


Sobre soluções, enfoque fenomenológico, ganhos e perdas, assassinatos, vitimas e perpetradores
Que tipo de soluções podem ser encontradas para um cliente? O que constitui o enfoque fenomenológico neste contexto?
O campo de visão fenomenológico vai desde um ponto de vista estreito a uma percepção ampla, se estende desde o próximo, ou a mão, até perder de vista. Isto significa que em vez de olhar só ao cliente, o terapeuta também olha toda a família, e ao invés de olhar só para o cliente e sua família, olha além deles, a um campo de fenômenos maior e à alma maior que contém tudo. Um individuo e sua família estão unidos por um campo maior e estão afetados pelas forças de uma alma comum maior, que parece guia-los e dirigi-los. Mas ainda, parece claro que um problema só pode ser compreendido cabalmente, e que só podem emergir soluções, no contexto de uma visão mais ampla.
Sim espero ser de ajuda para a alma do cliente, devo ver a sua alma sendo guiada pela alma familiar. Mas se só olho para o cliente e sua família, posso reconhecer o que foi que conduziu a implicações sistêmicas. Mas a solução não se apresenta até que tenha feito a conexão com estas forças e dimensões da alma que estão com o individuo e sua família. Estas dimensões estão além da nossa influencia. Nos podemos meramente permanecer abertos e receptivos em relação a ela.
Quando nos enfocamos no essencial durante uma constelação, esta alma maior pode esclarecer uma imagen curadora potencial, ou uma frase, ou possivelmente o próximo passo. O terapeuta se faz meramente disponível para ser tocado por esta alma maior, ao se refrear de qualquer direção de sua parte, e permanecer profundamente humilde em relação a tudo aquilo que teme, inclusive diante do medo de fracassar. Então, repentinamente, uma imagem, uma palavra, ou uma frase pode emergir, guiando-o ao próximo passo. Mas será sempre um passo em direção à escuridão ao desconhecido. Só ao final ficará claro se este passo foi apropriado ou se ajudou efetivamente. Ao adotar uma postura fenomenológica entramos em contato com estas dimensiones da alma, e isto se consegue com mais facilidade não-fazendo do que fazendo.
A presença focalizada do próprio terapeuta ajuda o cliente a adotar ele também a atitude fenomenológica e a receber os esclarecimentos e forças que ela oferece. Com frequência o cliente não pode suportar o que lhe está sendo revelado e se fecha contra isto. O terapeuta consente inclusive com isto. O terapeuta não permite deixar-se prender pelo destino enredado do cliente e de sua família. Isto poderá parecer frio ou duro de coração. Mas nossa experiencia tem mostrado que, tanto para o cliente como para o terapeuta, os esclarecimentos obtidos de qualquer outra maneira, permanecem incompletos e são so tentativas.
Pode nos dar exemplos daqueles cuja sorte ou morte trouxeram para a família uma vantagem ou um ganho?
Em constelações com descendentes dos que adquiriram uma grande fortuna, tem sido notáveis os destinos difíceis dos netos e dos bisnetos, que não podem ser explicados por eventos só na família. Depois que se agregaram representantes para as pessoas que sofreram para a aquisição de tais riquezas, se tornou aparente que seu sacrifício continuava tendo efeitos na família durante varias gerações.
É também este o caso quando, por exemplo, houveram trabalhadores que morreram durante a construção das ferrovias o na produção de petróleo, e cuja contribuição para a prosperidade de seus empregadores não foi reconhecida nem honrada.
¿O que acontece quando um membro da família foi assassinado?
Darei um exemplo. Foi em um grupo de supervisão. Um terapeuta apresentou a situação de um cliente. O pai havia assassinado a sua esposa, as filhas ficaram e estão agora cuidando da irmã da esposa. As duas meninas estão muito alteradas. Configurei o homem, a mulher, a irmã e as duas meninas. A mulher imediatamente sentiu muito medo. Se virou em direção à sua irmã em busca de proteção. O homem se afastou. Queria irse. De fato, ele se matou logo depois de matar a sua esposa. Assim que tive que fazer com que enfrentassem o verdadeiro assunto. Trouxe à esposa e fiz com que se deitasse no chão para mostrar que ela não está viva, ela está morta agora, assi que não pode simplesmente ir em busca de sua irmã para proteção. Assim restabeleci a realidade neste aspecto. Logo trouxe ao homem de volta para que olhasse à sua esposa. E a olhou e não podia se mover. Então disse que respirasse profundamente e repentinamente saiu dele uma dor muito, muito profunda. Uma tremenda dor. E então caiu de joelhos e olhou sua esposa e começou a chorar. Então, só então, pode olhar realmente para sua esposa. E logo fiz com que se deitasse junto de sua esposa porque esta era a realidade. Ele também estava morto. E então os dois, ambos se moveram aproximando-se com um amor muito, mas muito profundo. Isto é o estranho que ficaram unidos em um profundo amor. Disto concluo e tive experiencias similares com outras constelações ainda mais traumáticas que ao fim das contas, se ambos se reconhecem como mortos, então os mortos...se unem.
Estranho movimento, que aqueles que estão mortos se unam, se entrelacem um com o outro, e cheguem a paz com um amor muito, muito profundo.
Agora, este movimento, a meu ver, só é possível se os perpetradores e as vitimas, quem quer que sejam, estejam ao serviço de uma raiva falsa que vai além deles, muito além deles. E só se todos eles olham para esta força maior, então os antagonismos entre eles podem cessar e se inclinam com muita humildade na alma diante desta força maior. E o que une a todos eles denomino de Grande Alma e não tenho um nome melhor para isto, e isto vai mais além da noção de campos morfogenéticos, que se utiliza às vezes para explicar os fenômenos de repetição de padrões ou formas no tempo e no espaço, porque os campos estão fixos. A alma é algo que se move, dirige o curso da história e da vida pessoal. E nesta alma nos participamos. E ao invés de ver ao individuo como tendo uma alma, ele participa na alma.
Esta alma tem vários níveis. Na superfície tem um nível de leis muito duras. e por baixo tem algo muito diferente. Por exemplo, posso configurar uma família, duas pessoas, e não sei nada, e de repente, eles são atraídos por uma força e enfrentam o verdadeiro assunto, e esta força os dirige em direção a uma solução, que vai mais além das leis que operam na superfície. Se conseguimos pegar esta força pegamos a força curadora.  
Mas talvez uma coisa mais sobre a constelação do homem que matou sua esposa e em seguida se suicidou. As duas filhas se encontravam muito alteradas. Uma estava cheia de ódio. Foi sumamente claro, ela estava a caminho de se tornar uma assassina com este ódio. Ela foi em direção ao pai, queria ir em direção ao pai. E a outra estava alterada de outra maneira. Ela queria se tornar uma vitima. Fiz com que se deitassem junto dos pais. Então estavam unidas com eles e logo puderam se colocar de pé, já sem ódio, não mais com desespero, e puderam dar as costas aos mortos, deixa-los sós e olhar para a vida. Esta também foi uma solução ai.
P- O que acontece quando um membro da família se converte em vitima ou perpetrador?
No que diz respeito a perpetradores e vitimas, os assassinos se sentem grandes com frequência, muito fortes quando se enfrentam com suas vitimas. E então em suas famílias o mais fraco assume a expiação. Na constelação, quando são confrontados com as vitimas, as vitimas se tornam muito, muito grandes e os assassinos muito muito pequenos. E assim há um certo tipo de compensação que se obtêm com isto neste nível. E então se isto acontece os vivos não estão mais enredados. Este é um tipo ritual de cura. Temos visto que o que causa perturbações é que os os vivos assumem algo que só os mortos entre eles podem conseguir. Assim, o movimento curador seria que os vivos olhassem aos mortos, permitam que façam seu movimento, olhem uma vez mais e logo se virem e olhem para o futuro.  Este seria o movimento que vai a outro nível. Assim, a interferência no domínio dos mortos causa perturbações nos vivos.
Em muitas constelações que envolvem descendentes de assassinos, por exemplo os perpetradores durante o regime nazista, ficou claro que os netos e os bisnetos queriam deitar-se junto das vitimas, o que implica um perigo muito grande de tendencias suicidas. A solução foi similar para ambos os grupos. As vitimas devem ser vistas e reconhecidas por todos os membros da família, que necessitam inclinar-se diante deles e fazer o luto por eles.
Depois, aqueles que originalmente se beneficiaram, assim como os perpetradores, tem que se estender junto das vitimas, e os demais membros da família devem deixa-los ir em direção a estes domínios. Só então os descendentes se sentirão aliviados. E talvez os vivos se olharão uns aos outros de uma maneira diferente.
Tradução Marcia Paciornik
(1) fonte: Insconsfa.com.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Bert Hellinger entrevistado por Humberto del Pozo em Santiago de Chile. Setembro de 1999 (Trecho 4)

Sobre: trabalho com viciados, a alma da família, amor maior, equilíbrio e compensação, ordem da chegada ou hierarquia, pertencimento. (1)
Qual é a dinâmica que observou ao trabalhar com viciados?
Quando há adição, por exemplo alcoolismo, temos constelações muito estranhas. Nestas famílias, a esposa despreza ao seu esposo. E não quer que seus filhos honrem a seu marido ou que vão com ele ou com sua família. Ela diz: “eu sou boa para vocês, ele não é bom”. E então os filhos se vingam da mãe, provam a ela que não são bons e que ela está errada. Portanto se vingam. Assim se tornou claro que durante a adição, só os homens podem se encarregar do cuidado dos viciados não as mulheres.
Os terapeutas dos droga aditos deveriam ser homens. Mas as mulheres que honram aos homens, também podem ajudar, somente se não estão tentando ajudar “ao pobrezinho adito” ou algo pelo estilo, porque então os tratam como se fossem crianças, e e droga adito tem que se converter em um homem. E se transforma em um homem quando honra ao seu pai. Ha uma imagem muito simples para ir nesta direção: por exemplo, pongo a seu pai–em uma Constelação- e atras dele situo ao seu avô, e detrás dele, ao bisavô. E logo o adito se apoia contra seu pai e esta é uma força masculina que o fortalece e que ajuda.
Mas por outra parte, muitos aditos são suicidas, e esta é outra dinâmica, uma que se encontra em famílias que são dirigidas pela consciência familiar em direção a algumas dinâmicas básicas:
Uma criança quer seguir uma pessoa falecida, por exemplo à mãe ou ao pai...ela desenvolve uma enfermidade, é propensa a acidentes ou a tendencias suicidas.
Uma criança vê que seu pai quer seguir seu proprio pai e diz: “eu o farei em seu lugar papai”, e se converte em anoréxico... “eu prefiro desaparecer” ... quer evitar que seu pai morra.
Este é um pensamento mágico e completamente inconsciente. Só na Constelação Familiar vem à luz, então pode ser exposto e podemos encontrar uma solução dentro da família.
Quantas vezes é necessário repetir uma Constelação?
Não ha repetições. Se faz só uma vez. A Constelação mostra e então o movimento curador pode começar a operar. Mas não é tão fácil, porque se, por exemplo, uma criança quer morrer no lugar de seu pai, se sente inocente e grande, mas se segue a solução... se sente pequena e culpada de uma maneira muito especial... Portanto, se requer um desenvolvimento especial na alma desta criança para que de estes passos. Assim, não é que se possa fazer uma cura ou encontrar uma solução da mesma maneira que se conserta um relógio. Temos que apoiar a alma e encontrar recursos na família para o cliente.
Que leis governam o comportamento daqueles que pertencem à alma da família?
Como disse antes, os membros da família se comportam como se compartilhassem uma alma em comum, ou uma consciencia em comum, é como se todos estivessem sujeitos a uma autoridade superior. Inclusive parece que esta autoridade segue certas leis e exige ou demanda certas ações:
O Amor Maior
O primeiro fenômeno que observamos aqui é que os membros da família estão vinculados estreitamente por esta alma maior, ou alma familiar compartilhada. Isto é verdade inclusive ao ponto de que uma criança cuja mãe ou pai morre quando ele tem pouca idade, sente desejo de segui-los na morte. Inclusive os país ou avós em alguns casos querem seguir às suas crianças na morte, e podemos observar esta dinâmica inclusive entre os membros de um casal. Se um morre, com frequência o outro perde o desejo de viver.
Equilibrio e Compensação
O segundo fenômeno que notamos, é que existe uma urgência em equilibrar perdas e ganhos entre gerações. Esto significa que alguém que tirou proveito às custas de outro, pagará por isto com uma perda equivalente para compensar. Se aqueles que se beneficiaram foram também os perpetradores, seus descendentes são os que com frequência terminam pagando. A alma familiar se serve deles em lugar de seus ancestrais, sem que ninguém perceba. E se alguém foi culpado em uma geração anterior, mas não assumiu sua culpa, logo alguém em uma geração posterior assumirá a expiação desta culpa. Assim, por exemplo, se matará. Temos visto isto com os assassinos Nazis. E muitos de seus descendentes duas ou três gerações depois têm tendencia a ser suicidas e querem reparar aquilo.
A Ordem de Precedência
Em outras palavras, a alma familiar favorece àqueles que vieram primeiro sobre aqueles que vem depois. Isto representa um terceiro movimento ou ordem natural na alma familiar. Alguém que nasce está preparado para morrer por alguém que veio antes no sistema, sacrificando sua própria vida com a intensão de evitar a morte de outro membro da família. Ou, o membro posterior da família pode estar expiando pela culpa não resolvida de alguém que veio antes. Uma filha pode estar representando à esposa anterior de seu pai, e comportar-se em relação a ele mais como uma esposa do que como sua filha. Neste caso, ela se converte em rival de sua mãe. Se a primeira esposa foi maltratada, a filha pode assumir os sentimentos desta mulher em relação aos seus dois pais.
Pertencimento
A quarta ordem da alma familiar vela pela integridade da família e exige que cada membro dela tenha o mesmo direito ao pertencimento. Membros posteriores da família representam a membros anteriores que foram excluídos ou esquecidos, honrando assim seu direito de pertencer, e restaurando seu pertencimento fazendo lugar para eles. Quando se exclui ou se esquece de um membro, esta classe de consciencia ou alma toma alguém de uma geração posterior para reparar a pessoa precedente. E esta pessoa atua como a outra pessoa em sua vida.
Este é só um resumo breve de alguns movimentos da alma familiar e de suas ordens subjacentes. Meus livros “Felicidad Dual” (Ed. Herder, Barcelona, 1999) e “Reconocer lo que es” tratam sobre isto de forma extensa.
Traduzido do Espanhol por Marcia Paciornik

(1) Publicado na integra em Espanhol em www.insconsfa.com

terça-feira, 29 de maio de 2018

Bert Hellinger entrevistado por Humberto del Pozo (Trecho 3) (1)

Sobre acidentes, padrões de azar, suicídios, doenças graves, homossexualidade, AIDS.
P-Você também observou que existem dinâmicas que resultam de forma recorrente em acidentes ou a padrões de azar.  Pode nos contar sobre a dinâmica nestes casos?
R-Doenças graves, suicídios ou tentativas de suicídio, ou acidentes são algumas das coisas que vemos com frequência em psicoterapia e que são motivadas pelo amor – o amor de uma criança pequena. As crianças amam de acordo com um sistema de crenças mágico. Para a criança, amor significa: "Para onde você me guiar, eu te seguirei, o que você fizer eu farei”, ou "Te amo tanto que quero estar contigo sempre." Isto significa: "Te seguirei em tua doença" e "Te seguirei na tua morte." Quando alguém quer amar desta maneira ele ou ela é naturalmente vulnerável e propenso contrair uma doença grave.  
P-Mas como pode se sentir a pessoa que é amada desta forma? Como pode se sentir ao ver que sua doença ou sua morte está causando que uma criança fique doente? Como se sentirá? Mal, não é mesmo?
R-Exatamente! Nas constelações, observamos invariavelmente que os falecidos, os enfermos, e aqueles que sofreram uma sorte difícil, desejam que os sobreviventes estejam bem. Uma morte, desgraça ou azar é suficiente. Os mortos sentem-se “bem-dispostos” em relação aos vivos. Não é apenas a criança quem ama, mas também os que sofreram e morreram. Para que a cura sistêmica possa ter exito, a criança debe reconhecer o amor de seu Parente morto e debe honrar sua sorte e seu destino.  
P-Não fica claro para mim o que significa quando você diz:  "reconhecer seu amor e honrar sua sorte."
R-Quando uma criança morre os demais membros da família tendem a ter medo -em parte, porque eles também, talvez inconscientemente, sentem o tipo de amor que os faz querer seguir a criança. Para conter seu medo, eles adormecem seus sentimentos. Em efeito, tiram a criança de seus corações e de sua alma.  Pode ser que falem da criança, mas se separaram dela ou calado seus sentimentos. Então, mesmo quando a criança esteja morta ela ainda tem uma influencia mortal sobre o sistema familiar: a morte dos sentimentos. Para que o amor prospere, a criança deve ter um lugar na família, como se ela estivesse viva. Os membros sobreviventes da família devem viver seus sentimentos pela criança, seu pesar e seu luto. Podem colocar uma fotografia da criança, ou plantar uma árvore em sua memória. Mas a coisa mais importante é que os sobreviventes levem o falecido com eles em sua vida, e permitam que seu amor pela criança viva.
Muita gente age como se os mortos tivessem partido. Mas aonde podem ir? Obviamente, estão fisicamente ausentes, mas também seguem presentes em seus efeitos contínuos sobre os vivos. Quando tem um lugar apropriado dentro da família, as pessoas falecidas têm um afeto amistoso. De outra maneira causam ansiedade. Quando se lhes da um lugar apropriado, eles apoiam aos vivos em sua vida ao invés de apoiar-los em sua ilusão de que deveriam morrer.  
P-O que ocorre com a AIDS?
R-Estar infectado com o vírus ou contrair AIDS não é uma dinâmica familiar, não diretamente. Naturalmente, as pessoas que contraem AIDS são em sua maioria homossexuais, e a homossexualidade é uma dinâmica familiar. Se volto ao exemplo anterior, se houve um filho que morreu cedo e era uma menina, e na família só existem meninos, então um dos meninos tem que representar a uma menina. Agora, isto conduz à homossexualidade, se um homem tem que representar a uma mulher em uma família. Mas quando há AIDS a questão é que enfrentem seu destino e sua sorte. Pelo que tenho visto, eles normalmente não têm nenhuma ilusão, é fácil trabalhar com eles.
No que diz respeito à homossexualidade, primeiro quero dizer umas quantas coisas gerais sobre o ponto de vista sistêmico.  Cada pessoa é parte integrante do sistema relacional no qual vive, e cada pessoa tem um mesmo valor para o funcionamento deste sistema quer dizer, cada membro do sistema familiar é essencial em sua importância.
As diferenças em um sistema social permitem que este seja mais duradouro e estável. Existe uma consciência de grupo que exclui a alguns membros do grupo por serem diferentes, mas atua a um nível diferente que a consciência sistêmica que olha pelo direito de todo membro de formar parte do sistema familiar. O fato de que alguém seja excluído por ser diferente, tem consequências muito serias para os membros mais jovens de uma familia.
Tenho visto muitos casos nos quais uma pessoa mais jovem sofria terrivelmente porque estava identificada com um familiar, que havia sido excluído da família por ser homossexual. Os homossexuais são membros da família e como tais devem ser reconhecidos e valorizados. Do contrario, se fere o amor. Este reconhecimento fundamental da dignidade intrínseca d do valor de toda pessoa permite olhar as diferenças abertamente.
Partindo desta base, se apresenta um fato inevitável para os casais homossexuais: seu amor não pode leva-los a ter filhos. A procriação exige a heterossexualidade, e este fato não pode ser ignorado como se não existisse nem tivesse consequências. Em qualquer relação de casal sem filhos a separação significa menos culpa, quer dizer, se trata de duas pessoas que só se ferem mutuamente. Por outro lado, se um casal de país se separa, este passo tem consequências graves para seus filhos, pelo que lhes é exigida muita cautela para que seus filhos não sofram pelo que eles fazem. Esta culpa adicional torna mais difícil a separação para os pais, mas, paradoxalmente, também serve de apoio para sua relação. Os casais sem filhos, entre estes também os casais homossexuais, não podem contar com o apoio destas consequências para mante-los juntos em tempos de crises.
Para casais homossexuais, da mesma forma que para outros casais sem filhos, interessados em uma relação duradoura e de amor, é especialmente importante tomar decisões claras e conscientes sobre os fins e intenções de sus relações. Algunas metas são mais prováveis de levar a uma estabilidade duradoura em uma relação que outras. Querer evitar a solidão ou sensação de vazio, por exemplo, não é nenhuma meta que possa apoiar uma relação duradoura entre iguais.
Cada pessoa tem seu propio caminho na vida, uma parte se escolhe, mas a outra simplesmente vem dada pela vida mesma, sem que se possa escolher realmente. Esta é a parte difícil de se lidar. As pessoas homossexuais com as quais eu trabalhei, inclusive aquelas convencidas de que elas escolheram livremente sua orientação sexual, estavam atadas em dinâmicas sistêmicas, experimentando em sus vidas as consequências do que outros em seu sistema fizeram ou sofreram. Foram colhidas ao serviço de seu sistema, e, de crianças, não puderam se defender da pressão sistêmica à qual estavam expostas. Portanto, isto é para eles o segundo assunto a tratar: eles levam algo pela família.
Eu não vejo a homossexualidade como algo que tenha que se mudar, e sempre que trabalho com pessoas homossexuais, a homossexualidade não é o tema primordial. Simplesmente tento trazer à luz qualquer tipo de implicações que poderiam estar limitando a plenitude da vida, mas não tenho nenhuma intenção de mudar orientação sexual de ninguém.
P-Que tipo de implicações tem observado em seu trabalho com homossexuais?
R-Pude observar três padrões de implicações sistêmicas: Uma criança é pressionada a representar a uma pessoa do sexo oposto no sistema porque no ha nenhuma criança do mesmo sexo à disposição. Assim, por exemplo, uma criança teve que assumir o papel de sua irmã mais velha morta, porque não havia nenhuma menina entre os demais filhos sobreviventes. Ou o caso de outro filho que teve que representar a primeira noiva de seu pai, que havia sido tratada injustamente. Este é o padrão mais doloroso e difícil que pude observar.
Um filho sente a pressão de representar alguém que foi excluído do sistema familiar o que foi difamado pelo sistema, inclusive se a pessoa em questão é do mesmo sexo. Homossexuais que vivem neste padrão tem a posição de "marginalizados". Assim, por exemplo, uma criança que era tratada como o primeiro noivo da mãe que contraiu sífilis e, em seguida, rompeu o compromisso. Ainda que aquele noivo tenha agido honrosamente tinha sido menosprezado e desdenhado pela mãe da criança. Os sentimentos do filho, a sensação de ser desprezado, eram muito similares às que o noivo deveria sentir, como se fossem seus próprios sentimentos.
Um filho que permaneceu recolhido na esfera da mãe, ou uma filha que não saiu do âmbito de influencia do pai, ambos incapazes de levar ao fim o gesto interior de tomar ao progenitor que pertence ao mesmo sexo.  
Tradução livre de Marcia Paciornik

(1) fonte Insconsfa.com

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Êxito, realização profissional e abundância.

Desejamos ser exitosos, viver na  abundancia e sermos realizados profissionalmente. Muitos têm dificuldades em uma ou todas estas áreas. Quando uma pessoa coloca esta questão em uma constelação frequentemente aparecem como causa dificuldades na relação com os progenitores, mãe, pai ou ambos. 
A pessoa vive um relacionamento conflituoso, difícil,  de cuidar de, ou inexistente com um ou ambos progenitores. Ou seja existe um desequilíbrio nesta relação. Os pais dão e os filhos tomam. Se um filho não consegue receber o que os pais dão (em primeiro lugar a vida, desfrutando plenamente dela demonstrando gratidão por aqueles de quem a recebeu) ou está em uma atitude de julgar, criticar, ressentimento ou mágoa em relação a eles sua vida vai ficar estagnada em uma ou mais áreas.
Nascemos com uma enorme divida por termos recebido o mais significativo presente: a vida. A maioria dos pais dá aos filhos mais do que a vida: alimento, abrigo, vestimenta, educação, cuidados com a saúde, proteção, horas de preocupação e cuidados. Outros não tiveram condições de dar mais do que a vida. Não importa o que aconteceu depois. A vida é um presente mais do que suficiente. 
Muitas vezes os filhos focam sua atenção apenas naquilo que não receberam sem mostrar gratidão pelo que sim receberam e afasta ou bloqueia o fluxo da vida, do exito e da abundância.
Os filhos que se sentem maiores ou melhores do que os pais, julgando que sabem o que eles devem ou deveriam fazer, que precisam tomar conta da vida, do dinheiro ou da saúde deles, não estão em seu lugar de filhos e ocupam o lugar de anteriores, muitas vezes de um avô ou de uma avó. Quando isto acontece vão viver dificuldades em vários setores e talvez sofrer doenças graves.
Os pais idosos,  com dificuldades e doentes precisam ser apoiados, mas como pais, não como crianças incapazes.
Através da mãe e da linha familiar materna estamos conectados com a vida, com o amor, com a saúde e com a abundância. A conexão com o pai nos possibilita estar na  realidade, na vida como ela é e em concordância com tudo como é.  
Pai é mundo, é realidade, é explorar e desbravar territórios, ampliar fronteiras. Sem a força do pai vivemos em crenças, fantasias e fanatismos.  
A conexão com ambos os progenitores permite a realização profissional e o êxito na vida pessoal, nas empresas e nos projetos.
Para muitas pessoas aceitar os pais como são, sentir-se como os pequenos e como filhos diante deles é impossível, ou muito difícil e doloroso. Na maioria dos casos existe uma boa razão para isto. 
Uma destas razões ocorre quando um filho inconscientemente assume responsabilidades que não lhe cabem em relação a acontecimentos ocorridos no passado do sistema familiar: danos não assumidos, dividas não pagas, lutos não encerrados e vive na expiação a danos e culpas não assumidos ou vingando vitimas de maus tratos, abusos, violências. permanecendo  presos a estes vínculos, repetindo  sentimentos e comportamentos de pessoas anteriores do  seu sistema familiar.
As constelações, ferramenta terapêutica  desenvolvida por Bert Hellinger, possibilitam identificar e curar estes vínculos inconscientes.
Em alguns casos uma constelação é suficiente para possibilitar equilíbrio, bem estar e uma enorme transformação. Em outros é necessário passar por um processo mais prolongado. 

Espero que este texto seja oportuno e útil e traga elementos para reflexão.Sinta-se a vontade para enviar seus comentários e compartilhar.

Marcia Paciornik
Maestria em Novas constelações. 
Orientação e alinhamento sistêmico , novas constelações familiares, quânticas e empresariais. 
Atendimento individual, em grupo presencial ou online.
Uma consulta individual permite olhar e superar as dificuldades e bloqueios em um ambiente mais reservado e pessoal e pode ser realizada também por skype. 

Para esclarecer duvidas entrar em contato com constelarparavida@gmail.com
+5511 991388337

      (1) Elaborado a partir de exercício formulado por Brigitte Champetier des Ribes, Diretora do Instituto de Constelaciones Familiares, www.insconsfa.com

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Estou agindo como vitima?

Todos, em algum momento, nos sentimos vitimas de algo ou de alguém. 
Na maioria das vezes não reconhecemos este sentimento porque estamos focados em atribuir a culpa do que sentimos a algo ou a alguém. Não nos sentimos como responsáveis pelo que aconteceu. 

As pessoas que têm uma atitude positiva e proativa diante da vida e das circunstâncias são as que mais têm dificuldades em se ver nesta atitude.  Mas acredite, todos nos sentimos assim com frequencia. 

Alguns sinais que sinalizam quando estamos nos vitimizando:
  • Entramos em agitação mental querendo nos justificar ou culpabilizando outros por uma situação;
  • Estamos nos queixamos de algo ou de alguém; 
  • Nos sentimos tristes, ressentidos e/ou magoados com algo; 
  • Nos sentimos injustiçados, ignorados ou rejeitados; 
  • Julgamos que não recebemos o reconhecimento e atenção "merecidos";
  • Sentimos que as nossas circunstâncias são mais desfavoráveis do que as de outras pessoas; 
  • Achamos que fazemos tudo errado (vitimas de nós mesmos);
  • Nos sentimos negligenciados ou desconsiderados,...
A lista é longa. E veja, não estou falando de quando somos vitimas de um acidente ou agressão, por exemplo. Mas da "atitude" de vitima.
Quando estamos neta "atitude" não percebemos nem assumimos nossa parcela de responsabilidade no que estamos vivendo. Atribuímos tuda que nos acontece aos demais, carregamos ressentimentos antigos e culpamos eventos antigos pela dificuldade em  mudar e crescer.

Quem vive como "vitima" normalmente é pouco assertivo e repete padrões de submissão e passividade; sente pena de si mesmo/a; constantemente se compara com outras pessoas de forma negativa; reclama constantemente de sua vida; corta pessoas de suas vidas sumariamente por qualquer razão ou motivo.

Algumas frases indicam quando uma pessoa está vivendo este papel: “meus pais sempre deram mais atenção para meus irmãos do que para mim”, “eu tenho que fazer tudo para todo mundo”, “ninguém reconhece o que eu faço”,  “sempre esquecem de mim”, “estou cansado de fazer tudo pelos outros”, “nada do que eu faço dá certo”, “o que fizeram comigo foi uma grande injustiça”, “me sinto preterido no trabalho " "trabalho mais do que todos e não sou reconhecido”, “nada que é meu funciona”, “ninguém me dá atenção”, “estou muito magoada com o que me fizeram!”, “eu tenho que fazer tudo sozinha!”, “ela morreu para mim!”, "eles não reconhecem tudo o que eu fiz por eles!" 


Bert Hellinger afirma que "como vítimas nos sentimos pequenos e incapazes de agir. Nos imobilizamos e  assumimos uma posição de reféns e “perdedores” sem controle sobre nossa vida". Para ele, a atitude de vítima congela.

É possível mudar esta atitude?

No instante em que reconhecemos que também somos responsáveis, em maior ou menor medida, pelo que nos acontece ou aconteceu, o nosso sentimento interno começa a mudar. 

Ao olhar com coragem podemos perceber nossa "cumplicidade" com este papel e reconhecer quando nos vitimizamos. Isto possibilita acolher este sentimento e assumir a parte que nos cabe. Neste momento somos capazes de deixar de nos sentir vítimas e iniciar um processo de crescimento e cura.


Marcia Paciornik,

Maestria em Novas constelações e constelações quânticas.

Orientação e alinhamento sistêmico , novas constelações familiares e empresariais.

Capacitação em Movimentos Essenciais com Claudia Boatti


+55 11 991388337

quarta-feira, 11 de abril de 2018

As forças do amor


Brigitte Champetier des Ribes diretora do Instituto de Constelaciones Familiares de Madrid e uma das maiores expoentes e teóricas das novas constelações familiares, autora dos livros Empezar a constelar e Constelar la Enfermedad desde las compreensiones de Hellinger y Hamer acaba de lançar um novo livro: Las Fuerzas del Amor.

"Existen cuatro fuerzas universales, sistémicas y físicas que rigen las dinámicas de todo lo que existe, orientando todo en un gran movimiento de amor desde la diversidad hacia la unidad.

Este libro revela el significado y el propósito de esas cuatro fuerzas:
1. Aceptación: Asentimiento incondicional a todo tal cual es. Amar es aceptar incondicionalmente la vida que nos ha sido dada.
2. Orden: Aceptar la vida concreta que tenemos en la dimensión espacio-temporal, lo cual implica aceptar que el tiempo nos ordena. A nivel individual, los elementos más antiguos tienen preferencia sobre los más jóvenes y, a nivel colectivo, los sistemas nuevos poseen más fuerza que los viejos.

3. Inclusión: Desde el punto de vista de la unidad, todo lo que existe en el mundo y todos los seres tienen el mismo derecho a pertenecer. El movimiento de esta fuerza es el de la inclusión y el respeto a la diferencia.

4. Equilibrio: La compensación entre ganancias y pérdidas, es decir el equilibrio entre dar y recibir, es la fuerza que transforma las polaridades en una nueva realidad. Es la fuerza que crea los saltos cuánticos.

La primera fuerza es la del amor incondicional que engloba a las tres siguientes.
 En efecto, las fuerzas del orden, de la pertenencia o de la compensación no son más que las distintas facetas del amor mayor". Fonte: www.insconsfa.com





terça-feira, 20 de março de 2018

Entrevista de Bert Hellinger a Humberto del Pozo 2



Setembro de 1999 (Trecho 2) (1)

"Quem pertence à consciência familiar, ex-cônjuges, doenças.

Quem está incluído na consciencia familiar?

A consciencia familiar abarca um número circunscrito de pessoas:
1. As crianças, inclusive as falecidas durante a gravidez e aquelas que morreram cedo.
2. Os pais e seus irmãos,
3. Os avós,
4. Às vezes os bisavós ou um dos bisavós, e às vezes inclusive ancestrais que vem de mais atrás.
E, o que parece muito estranho, pessoas que não são parentes pertencem também à consciencia familiar:
5. todos – e isto é muito – os que proporcionaram alguma vantagem aos membros já mencionados. Isto inclui em  particular, cônjuges anteriores dos pais ou dos avós, assim como também todos os que a sorte resultou para a família uma vantagem ou ganho.
6. vítimas da violência ou assassinato por parte de qualquer membro da família.

Pode compartilhar algumas de suas experiencias com ex-cônjuges?
Sim, experiencias que tive recentemente com pessoas que sofreram uma perda em beneficio de alguém da família. Por exemplo, a ex-esposa do pai, da qual ele se separou. A nova esposa tem uma vantagem porque a outra sofreu uma perda; assim, a primeira esposa pertence à família. E ela sempre será representada. Esta é uma das leis das quais nunca vi uma exceção, ela será representada por um filho ou uma filha do segundo casamento.  Assim, por exemplo, uma das filhas da segunda esposa repentinamente sentira como a primeira esposa. Se enfurece com seu pai e ninguém sabe por que. Isto é novamente o resultado da consciencia familiar. Isto é a consciencia familiar.

Como trabalha estes assuntos em uma Constelação Familiar?
A constelação familiar mostra o estado da família, aonde se encontra o problema. No caso que acabo de mencionar a modo de exemplo, eu introduziria no sistema familiar uma representante da primeira esposa. E então, o homem, seu ex-esposo, olha para ela e lhe diz: “Sinto haver te ferido. Te honro como minha primeira esposa”. E a segunda esposa lhe diz: “Tu es a primeira, eu sou a segunda. E por favor, seja amável se conservo meu esposo, e por favor, olhe com bons olhos aos meus filhos”.
E então a filha que representava a ex-esposa já não necessita faze-lo e pode dizer à mulher que representa ... isto é a ex-esposa de seu pai na Constelação: “Eu sou filha do meu pai e da minha mãe” E pode dizer ao pai” Tu és meu pai e eu sou apenas a sua filha não tenho nada que ver com sua ex esposa”. Nestes casos a filha também se converte em rival da mãe porque o seu pai a vê como sua primeira esposa. Agora pode dizer a sua mãe: “Tu es minha mãe, eu sou sua filha por favor seja gentil”.
Tenho observado que em casos como este as crianças desenvolvem uma neurodermatites, uma doença da pele... uma coceira constante. É muito estranho. Descobri por acaso. Se ocorre uma reconciliação entre as duas esposas a neurodermatite cura ou se alivia.
Isto mostra que na realidade muitas doenças se devem à consciencia familiar.
Assim, fazendo este trabalho se pode ajudar a muitas pessoas, para que levem uma vida de melhor qualidade.

Seus métodos terapêuticos são também aplicáveis para pessoas com doenças graves?
Sim, especialmente nos casos em que os problemas ou doenças são causados por implicações sistêmicas ou quando esta é pelo menos uma das causas contribuintes.

Quais são os sintomas que respondem melhor a esta psicoterapia sistêmica?
Temos visto que algumas doenças muito desafiantes para a vida das pessoas, por exemplo, o câncer, também tem causas sistêmicas. O contexto sistêmico se mostra na dinâmica de: "Eu te sigo"; isto significa que uma pessoa quer seguir a outro membro da família que está doente ou morto, caindo doente ou buscando morrer também. Ou uma criança que vê alguém de sua família com a tendencia a seguir a outra pessoa desta forma tenta rete-lo dizendo: "É melhor que eu vá em teu lugar." A tudo isto se soma o desejo de expiar ou compensar uma sorte, buscando a sua vez um destino similar.
Conhecendo estas dinâmicas fundamentais, é possivel despoja-las de seu poder e aliviar muito o sofrimento e a dor.
Outros sintomas estão relacionados com um movimento interrompido em direção a um dos progenitores. Este é o caso, por exemplo, de dores cardíacas ou dores de cabeça, que com frequência expressam um amor refreado, e as dores nas costas se desenvolvem muitas vezes quando uma pessoa se recusa a se inclinar profundamente em respeito a seu pai ou mãe".

Traduzido do espanhol por Marcia Paciornik


(   (1)   Fonte: www.insconsfa.com, Instituto de Constelaciones Familiares.