sábado, 26 de janeiro de 2019

Bert Hellinger fala de amor, assentimento, destino familiar


O amor é assentimento a tudo tal como é.
De cómo el amor acierta. 2ª parte Extrato HELLINGER EN LONDRES 2008,
Ver 1ªparte (1) 
“...Uma das compreensões fundamentais neste novo modo de trabalhar é a seguinte: o segredo do amor é o assentimento a tudo tal como é. O problema em uma relação de casal começa quando um quer mudar o outro. Faremos um exercício.
Fechem os olhos.
Olhem seu cônjuge tal como ele é. Talvez não o/a tenha visto ainda até agora, tal como ele ou ela é porque tenha uma certa imagem dela/e ou por que o/a julgas!
Olhe para ele/a agora e lhe diga: ”sim, te tomo tal como é, exatamente como é”.
O que ocorre se agora vosso/a cônjuge lhe diz: “te amo tal como es, exatamente como es”? De repente, os dois podem relaxar, sentem-se em segurança um com o outro, porque se sentem respeitados tal como são. Isto é amor, assentindo ao outro tal como é, e por certo assentindo a si mesmo/a tal como um é.
Logo vem o passo seguinte. Diga a vosso/a cônjuge:  “quero a tua mãe tal como é e quero a teu pai tal como é. Você é como é porque teu pai e tua mãe são como são. Dou a eles um lugar em meu coração. ” Então, o outro pode se relaxar ainda mais. Não precisa ocultar nada de sua família, sabe que sua família é bem-vinda.
Existe uma dificuldade inerente a isto. Ambos se originam de famílias diferentes, com um código de valores diferente, com uma consciência diferente. A consciência nos prende a nossa família de maneira que sabemos instintivamente o que devemos fazer para conservar o direito ao pertencimento. Se de alguma forma nos desviamos do pensar, das crenças e dos valores de nossa família, sentimos má consciência. Ao conhecer a esta persona, o/a cônjuge, nascida em outra família, devemos fazer lugar em nossa consciência para outros valores. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a família do parceiro/a é de valor idêntico à nossa. Portanto, temos que expandir nossa consciência de modo a dar lugar para o/a cônjuge e sua família.
Se não podemos mudar, se nos aferramos à nossa consciência, convencidos de que tem mais valor que a do/a parceiro/a, então estamos expostos a problemas. Aqueles que são conscienciosos são crianças e permanecem crianças, os adultos sabem como pecar. Só os pecadores são adultos. As pessoas inocentes permanecem crianças. Pecar não significa que fazem algo mal, mas sim que se desviam da consciência de sua família por algo maior e mais universal.
A prova de que sim somos capazes de crescer nos vem ao ter filhos, ao decidir como educa-los. A mulher diz...segundo os valores de minha família, o homem diz: segundo os valores da minha família. Geralmente a mulher prevalece. É uma observação, sem julgamentos! Qual é o resultado? Mais tarde, os filhos seguem ao pai. Porque os filhos são leais a ambos os pais. Se um dos pais prevalece sobre o outro, o filho segue em segredo ao outro.
Por isto, os papais têm tanta influência em nossa sociedade! (Risos). Porque com frequência são rejeitados, da mesma forma que seus valores.
Volto ao tema da educação. O homem e a mulher entram em acordo para que os valores de ambas as famílias sejam igualmente importantes. Assim, os filhos podem seguir ao seu pai e à sua mãe.
Existe uma linda frase que deixa felizes aos filhos. A mãe diz “quando olho para você vejo seu pai, e amo em você teu pai como ele é e fico feliz se você se tornar como ele. ”
Não é tão fácil dize-lo não é mesmo? O pai também olha à criança e diz: “quando olho para você, vejo em você a sua mãe e quero em você a tua mãe, e fico feliz se torna como ela. ”
Isto é amor. E mais, isto é liberdade. A partir daí a criança está livre para seguir seu próprio caminho.
Assim pois, para começar assentimos a/ao nosso/a cônjuge tal como e. Desde logo, uma relação se inicia porque o homem sente falta da mulher, e a mulher homem sente falta da mulher do homem. Se sentem incompletos. Necessitam do outro para serem completos. Algumas pessoas, não obstante, procuram o/a parceiro/a ideal. Qual é o/a parceiro/a ideal? Pois, aquela que é idêntica a mim. Portanto, com o/a parceiro/a ideal, no existe crescimento possível. Tudo se repete. Por isto, depois de um tempo, o casal se separa.
Agora bem, se o outro é diferente, necessariamente diferente, ambos crescem, integrando o que não tem. Isto é o crescimento: tomando mais, e mais, e mais o que um não tem. Assim crescemos em uma relação de casal. Outro dia, Sophie fez uma observação. Em alemão, existem livros muito respeitáveis sobre espiritualidade. Ela disse: “Foram todos escritos por homens, e estes homens não tem mulher. O que sabem de espiritualidade? Não tiveram que provar seu crescimento pessoal. ” Imaginem se o Dalai Lama ou o Papa tivessem uma mulher. Não seria bonito? Não seriam capazes de dizer mais do que dizem agora e com outra experiência?  
Isto seria a primeira coisa em uma relação, assentir ao outro tal como é. E cada um assente à família do outro, tal como es. Isto não é tão fácil porque o casal e compromete em uma tarefa comum, que será o filho. É uma tarefa comum de magnitude, ao serviço da vida. Seu compromisso lhes permite se sentir de certa forma realizados.
Mais tarde, pode surgir outra coisa em uma relação de casal. O homem pode se sentir levado em outra direção, e a mulher pode sentir o mesmo. Para crescer e conseguir sua realização pessoal, cada um segue seu caminho. Isto pode leva-los a uma separação. Se ambos assentem a isto, podem se separar com amor, em concordância com a possibilidade de cada um atingir a sua realização. Há uma frase que se podem dizer mutuamente: “te amo e amo tudo o que é teu destino e ao meu. Assinto ao teu destino e ao meu. Assinto a teu destino e a tua realização, e assinto a meu destino e a minha realização. ”
Assim, separados, permanecem conectados por um amor profundo.
Às vezes, um homem diz à mulher: “tens que me ser fiel, não podes seguir teu caminho. ” O resta então do amor inicial? Nada. Se um dos dois quer seguir seu caminho, sentindo que é o importante, e se o outro se opõe a isto, pode dizer-lhe: “meu destino vem primeiro. ” E obriga ao outro a mudar. Se o outro não muda, não deve sacrificar sua própria vida. É necessário considerar isso também.
Existem situações nas quais a relação de casal nas quais a mulher está impulsionada a seguir a alguém de seu sistema, especialmente se, de criança, tiver dito a seus pais: “morro em teu lugar. ” Mais tarde, persiste no mesmo movimento, e de repente o homem vê que sua mulher é levada naquela direção. Ele não o pode impedir, deve assentir a isto. Assim vemos que os destinos da família interferem de modo decisivo na relação de casal. ”...
 Tradução Marcia Paciornik
       (1)    Fonte: https://insconsfa.com/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Um olhar de Bert Hellinger sobre os ataques de pânico e a epilepsia.


Um olhar de Bert Hellinger sobre os ataques de pânico e a epilepsia.

Extrato de De cómo el amor acierta. 2ª parte

HELLINGER EN LONDRES 2008, Ver 1ªparte (1)
“...Quando há ataques de pânico, é sempre o mesmo padrão. Os ataques são uma defesa contra os impulsos assassinos. Então, não tratem o pânico, tratem a agressão que há por trás dele. Existe outra defesa contra os impulsos assassinos: a epilepsia. Quando crianças têm ataques epilépticos, claro que outra pessoa na família tem impulsos assassinos. A criança se encarrega deste impulso. Portanto, não tratamos uma criança por sua epilepsia, mas configuramos e procuramos quem tem o impulso assassino. Quando faço este exercício e a pessoa diz “te mato”, percebe que não é ela mesma que o diz. Mas, neste caso, você é quem tinha o impulso. O caminho é: olhar a mãe. Às vezes, existem situações nas quais algo aconteceu na família. A primeira vez que eu observei foi no Japão, uma mulher disse que desejava a morte de sua mãe. Não trabalho com uma pessoa que tem este impulso. Aqui também, não continuarei trabalhando com ela. As deixo com seu destino. Ali, no Japão, me esqueci desta mulher. Esta é minha proteção, esqueço às pessoas. É um exercício espiritual, o poder esquecer. Dez minutos antes do final do seminário, esta mulher me procurou e me pediu que trabalhasse com ela. Fizemos uma constelação, mas sem resultado. Então, H.H. que me acompanhava como cameraman, disse: temos que colocar uma fila de ancestrais. O fizemos, a cliente e na sua frente sua mãe, atrás dela a avó e assim oito gerações.  Quando a mãe se virou em direção à sua mãe não tinha conexão, a avó em direção a mãe dela tampouco tinha conexão... até a oitava geração. Esta última olhava para o chão. Coloquei uma pessoa no chão, a vítima.  Então, a cliente se arrastou em direção à vítima e a abraçou com profundo amor. Então, a mãe da vítima pode olhar para sua filha e se conectar, logo a filha com sua filha e assim em oito gerações.  Finalmente, a cliente se acercou de sua mãe, abraçou suas pernas olhando-a e dizendo: querida mamãe. Este é o fundo sistêmico daquela situação. Creio que o que conto os ajuda a entender...mas para ela não serviu de nada...agora farei um exercício para mim, porque nos movimentamos no âmbito da alma. Olho mais além, mas além dela, de sua mãe das pessoas que têm ataque de pânico em sua família. Olho em direção ao espírito e digo: por favor.
A epilepsia em crianças se cura com facilidade, não a porque assustados. Coloco um representante da criança, lhe peço para fechar os punhos e manifestar agressão (gritos etc.). Rapidamente, a criança se dá conta de que estas não são suas sensações, mas as de outra pessoa. Desta maneira, fica claro que se encarrega por amor a alguém.
Se isto vem a luz, a epilepsia termina. É uma defesa contra o impulso assassino, não da própria pessoa, mas de outra, na maioria dos casos. Pode voltar a várias gerações, distante atrás. Se isto vem a luz, a epilepsia da criança desaparece. Muito fácil de curar se se conhece esta dinâmica. Se um adulto se torna epiléptico, ele mesmo tem o impulso agressor, e se defende do impulso com a epilepsia...”
Tradução do espanhol de Marcia Paciornik

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Não consigo um relacionamento estável.

O que faz com que alguém permaneça solteiro/a? Não consiga estabelecer e manter uma relação afetiva saudável e estável ou um relacionamento conjugal?

Muitas podem ser as causas destas dificuldades entre estas a ocorrência de um trauma de infância ou um evento dramático que tenha  impedido o desenvolvimento psicológico da pessoa.

Diversos são as causas possíveis entre estas está a imitação inconsciente  de padrões de relacionamento mantidos na primeira infância com a mãe ou  da forma de relacionamento entre os pais. 

As carências, traumas e conflitos que vivenciamos nas  nossas primeiras relações vão ressurgir no  relacionamento afetivo ou conjugais. Nestes casos a pessoa não desenvolve a estrutura emocional  necessária para se relacionar com outros como igual e não consegue se sentir confortável com sua sexualidade se fechando para a intimidade de casal.

Os conflitos e outras causas psíquicas também causam dificuldades impedindo a pessoa de confiar. E a confiança é a base necessária para a intimidade poder florescer em um relacionamento bem sucedido.

Também são frequentes os casos nos quais a impossibilidade de ter um relacionamento decorre de uma decisão pessoal inconsciente e precoce (o guia de vida descrito pelo psicoterapeuta Eric Berne), ou de uma "promessa" também inconsciente que a pessoa tenha feito a alguém (um dos pais ou avós), ou ainda de um mandato parental (uma determinação de um dos progenitores ou de um dos avós).

Em outros casos a causa decorre de uma lealdade inconsciente a membros anteriores do  sistema familiar  ou a um ex-parceiro/a de um dos progenitores (por ex: uma tia que ficou solteira,uma avó que sofreu violência no casamento...).

Quando atendemos pessoas que se mantém solteiras e desejam um/a cônjuge o primeiro passo é fazer um diagnóstico fenomenológico da ou das possíveis causas através de constelação. A constelação trás à luz o que está oculto, invisível.

Há situações na qual se observa a ocorrência simultânea de várias causas e diversos emaranhamentos e conflitos que devem ser liberados caso a caso.

Espero que este texto seja  e útil. 

Sinta-se a vontade para comentar e compartilhar. Se tiver alguma duvida por gentileza encaminhe um e-mail para constelarparavida@gmail.com 

Marcia Paciornik
Maestria em Novas constelações (Instituto de Constelaciones Familiares Brigitte Champetier des Ribes)
Novas Constelações familiares, profissionais e empresariais.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A agressividade nas escolas

A pedagogia sistêmica mostra, fenomenologicamente (através de constelações), que a agressividade dos alunos nas escolas em alguns casos está relacionada ao fato de a escola não se colocar à serviço dos pais dos alunos. Quando a escola se coloca "acima" dos pais é como se estivesse "dizendo aos alunos" implicitamente nós sabemos mais e melhor do que os seus pais o que é bom para você. 
A alma amorosa das crianças é profundamente leal ao seu sistema familiar e aos pais e, por lealdade a eles, se rebela e reage com agressividade.
Quando a escola e os professores se colocam à serviço dos pais podem mudar totalmente o ambiente escolar tornando-o harmonioso, construtivo e empático. 
Não se trata aqui de negar liberdade à escola e aos professores mas de sinalizar a importância de levar em consideração os anseios e expectativas dos pais dos alunos e respeitar a sua diversidade cultural. 
A escola tem um importante papel na formação dos jovens. Principalmente no desenvolvimento de sua capacidade critica, de suas potencialidades e habilidades. Cabe a escola cultivar a curiosidade, a capacidade de pensar, questionar e indagar. Isto é o oposto de  transmitir valores e conceitos pessoais ou institucionais. 
As forças ou "leis" sistêmicas trazidas à luz por Bert Hellinger também atuam e prevalecem no ambiente escolar: ordem (os pais, para os filhos, estão antes do que a escola ou os professores), inclusão (as crianças são leais ao sistema familiar para preservar seu pertencimento), compensação (equilíbrio entre o dar e o receber), dar apenas o que o outro tem possibilidade de receber, e o assentimento ao que é    (assentir, concordar com os pais e com os alunos como são, com suas normas, valores, cultura, crenças). Concordar que para os alunos os pais e os valores e normas de sua família são mais importantes e valiosos do que os da escola ou dos professores, são eles que garantem seu sentimento de pertencimento.

Sinta-se a vontade para fazer comentários e compartilhar.



Marcia Paciornik
Maestria em Novas constelações
Orientação e alinhamento sistêmico, 
constelarparavida@gmail.com

terça-feira, 16 de outubro de 2018

A indignação

Estamos assistindo a uma onda crescente de indignação com multidões bradando bandeiras à esquerda e à direita como se cada lado fosse o dono absoluto da verdade. 
Esta indignação tem sida plantada, regada e adubada pelas mídias internacionais e entidades auto proclamadas de "direitos humanos". 
Convido vocês a olhar a indignação e o significado de sentir-se “indignado” de uma maneira mais alinhada com níveis de consciencia mais elevados e em sintonia com  o atual estágio de desenvolvimento da humanidade. A pessoa que se indigna com algo está inconscientemente "dizendo": “Eu me indigno com o que acho que está “errado”, “ruim” porque EU sei o que isto não é certo". Ela "sabe" mais do que os outros o "bom" para todos. O indignado, em sua arrogância, coloca-se acima daqueles ou daquilo contra o qual se indigna sentindo-se “melhor”, mais justo, mais humano, mais certo. A sua causa, os seus motivos, os seus valores são os mais certos, os mais justos e os mais adequados para todos. E faz isto sentindo-se plenamente em paz com sua consciência e mais: santificado e glorificado por julgar que esta respaldado e defendendo os valores, normas e comportamentos considerados certos e justos pelo seu grupo de pertencimento. Tem a convicção plena e inabalável de estar "certo" e que os demais estão errados, convicto de sua pureza de intenções e em paz com sua "boa" consciência. 
Por ser leal aos valores e princípios do seu grupo sente-se justificado em matar, roubar, denegrir, mentir, aviltar, desprezar, desqualificar, eliminar os adversários, ou seja, aqueles contra os quais se indigna.
A humanidade vem repetindo este padrão desde o seu princípio. E com bons motivos.
Pertencer, para os seres humanos, é uma necessidade vital. O ser humano, ao nascer, não sobrevive se não fizer parte de uma família, de um grupo, de um clã, de uma tribo ou de uma instituição. E claro os valores, normas, princípios e crenças da "nossa" tribo, família, clã ou grupo com certeza são os melhores e mais certos para todos. Para manter o "pertencimento" ao grupo somos capazes de qualquer coisa: as guerras santas, as cruzadas, os pogrons, o extermínio de povos e grupos,  o gulag soviético, o muro de Berlim, as execuções das ditaduras ou daqueles que lutam por uma causa, os “paredões”, o terrorismo religioso e político são o resultado desta indignação “justificada” contra o que é diferente. Contra quem não compartilha dos princípios e valores do grupo ou sistema do qual fazemos parte.
Bert Hellinger, um dos mais brilhantes e inovadores pensadores contemporâneos, postulou que “A indignação é, em primeiro lugar, uma questão de moralidade. Isto quer dizer que o indignado não está realmente preocupado em ajudar outra pessoa, mas comprometido com uma certa demanda para a qual ele se proclama o executor. Deste modo, ao contrário de alguém que ama, tal pessoa não conhece nem contenção, nem compaixão. Nós estamos liberados do mal quando podemos, serenamente, deixá-lo ir.
Escreve, ainda, sobre o bem e o mal: “Nossa tendência é dividir o mundo em dois, uma parte tendo o direito de existir e a outra que em verdade não deveria estar, ainda que esteja e atue. Qualificamos a primeira parte como boa ou saudável, santa ou aprazível. E a segunda, como má ou enferma, pecadora ou belicosa. As qualificamos de mil maneiras. Isto tem a ver com nossa tendência de considerar como bom e alentador o que nos parece fácil e o que nos custa e nos parece difícil, o consideramos mal. Mas se paramos para observar com atenção, nos fixamos que a força que leva adiante o mundo consiste justamente no que vemos como mal, difícil ou terrível. E o incentivo para ir em direção ao transformador surge daquilo que queríamos afastar ou rejeitar. Por tanto, se buscamos nos subtrair diante da dificuldade, diante do que se considera pecaminoso ou belicoso, perdemos justamente o que queríamos conservar: quer dizer, nossa vida, nossa dignidade, nossa liberdade e grandeza. Apenas o que enfrenta as forças escuras e assente a elas, está conectado com suas raízes e com a fonte de sua energia. Estas pessoas são mais que boas ou, más, se encontram em sintonia com algo maior, com sua profundidade e sua força”. Hellinger Sciencia. Revista Hellinger, Septiembre 2008. Culpa y inocencia en las relaciones humanas
A humanidade sempre está em evolução. Estamos diante de um novo limiar, próximos a níveis mais elevados de vibração e cabe a cada um de nós decidir de que forma deseja contribuir para a vida: se repetindo padrões que vem resultando em guerras, conflitos, assassinatos, ou dando um salto qualitativo para um nível de consciencia mais elevado onde todos nos percebemos como iguais, além dos valores, normas e de princípios religiosos, políticos ou culturais do "nosso" grupo. “Nenhum futuro evolutivo aguarda a pessoa se não for em associação com as demais” Teilhard de Chardin. (2) 
 “Toda reação agressiva ou destrutiva tem origem na dor, no medo ou na culpa. Seu desejo é destruir o outro ao invés de integrar o sentimento. A não ser que as pessoas estejam no adulto, no amor e no sim a tudo”. (Brigitte Champetier des Ribes).

Espero que este texto seja oportuno e útil e traga elementos para reflexão.Sinta-se a vontade para enviar seus comentários e compartilhar.


Marcia Paciornik
Maestria em Novas Constelações pelo Instituto de Constelaciones Familiares de Brigitte Champetier des Ribes.
Novas constelações, constelações quânticas, alinhamento sistêmico.
(11)991388337

(2) (baseado em entendimento do curso Movimentos essenciais de Claudia Boatti)

sábado, 13 de outubro de 2018

O medo e outras emoções limitantes (como superar?).

O que fazer quando sentimos muito medo?  O medo paralisa, congela. Nos leva para frequências densas de vibração e tudo ao nosso redor começa a vibrar de forma mais densa por ressonância. 
Quando sentimos medo ou estamos dominados por uma emoção saímos do nosso centro, do estado de pessoa adulta e responsável e revivemos emoções originadas na nossa infância, quando ainda não tínhamos o equilíbrio emocional necessário para lidar com situações difíceis e ou assustadoras. E pior vibramos em frequências mais baixas e mais densas.
Quando resistimos a algo bloqueamos nossa energia dirigindo toda nossa atenção e esforço para aquilo que não queremos. Ao fazer isto focamos nossa atenção apenas no que NÃO desejamos e como consequência nos falta energia ou não conseguimos olhar para o que SIM podemos fazer, quais são as outras possibilidades.
É possível integrar esta emoção, retornar ao nosso estado adulto e a um nível de vibração mais elevado? 
Sim, reconhecendo o medo ou a emoção que nos domina, acolhendo e dando à emoção o espaço e o tempo que ela necessitar com a convicção interna de que tudo faz parte e tem um lugar: “O medo, a tristeza, a dor, a raiva, a indignação.”  Concordando com a emoção, assentindo a ela. 
Quando negamos algo em nós dizendo NÃO quero viver isto, entramos em um processo que Joan Garriga denomina de transtorno de assentimento: "não quero sentir medo", não aceito estar com câncer", "não aceito que meu filho tenha morrido"; "não aceito terminar esta relação".. E ficamos congelados na atitude vitima que nos impede de dar o próximo passo:concordar com a realidade como é,  assumir a responsabilidade pelo que vivemos e nos liberar para a ação.
As emoções desproporcionais, ou sejam aquelas que são mais intensas do que seria razoável no contexto do fato gerador, nos dizem que estamos lidando com algo do passado que não conseguimos integrar. Uma emoção que vivemos enquanto crianças e não superamos. 
Quando alguma coisa do presente nos remete a esta situação revivemos com a mesma intensidade as emoções que vivemos na infância. 
Quando reconhecemos que estamos revivendo uma emoção do passado podemos nos sintonizar com nossa parte mais crescida, mais adulta, mais presente podemos iniciar um "dialogo" com esta parte "criança" . Ela ainda esta presa ao passado e não percebe que já crescemos e que já podemos lidar com as emoções e situações de outra maneira. Não somos mais fracos e indefesos. Esta parte nossa, que ainda está presa a uma emoção da infância, precisa ser informada de que agora somos adultos e capazes de lidar com as situações de outra maneira.
O medo ou outra emoção limitante extrema (raiva, dor, apatia, tristeza etc) quando não resultantes de forma proporcional a situação  concreta do presente podem estar ligados a uma outra parte nossa que imita ou reproduz comportamentos, atitudes e sentimentos de um adulto influente de nossa infância. 
Sem saber porque reproduzimos atitudes, julgamentos, normas e criticas de adultos que nos guiavam, cuidavam, ditavam normas, julgava. Suas vozes ecoam no nosso inconsciente com seus ditames ordenando nossa conduta: "isto é perigoso"! "Se fizer isto pode morrer". "Isto não está certo"! "Você precisa se proteger, se defender"! "Pessoas assim ou assado são perigosas ou não confiáveis"...
Neste caso também estamos com os olhos voltados para o passado, ou seja, totalmente desconectados da realidade como ela de fato é. Esta parte nossa também não está consciente de que crescemos e já podemos tomar decisões de acordo com a realidade atual, com as normas e valores do presente. Neste caso talvez seja possível olhar para ela amorosa e respeitosamente, agradecer o que recebemos e informar que já somos adultos e capazes de tomar novas decisões. deixando claro que agora somos adultos e sabemos como lidar com as situações de acordo com as normas e valores de nosso tempo.
Também podemos tomar uma decisão interna de deixar ir tudo que baixa nossa frequência e energia. Soltar. 
Se olharmos para a espécie humana de uma perspectiva histórica nos damos conta do quanto a humanidade já enfrentou em guerras, sofrimentos e atrocidades. Nada do que acontece agora é novo nem pior do que já aconteceu em outros momentos...
Reconhecermos também que as dificuldades existem para possibilitar os avanços, as descobertas, as inovações! Cada evento, fácil ou difícil, contribuiu para a humanidade dar um passo adiante. Quanta riqueza em cada situação. E perceber o quanto somos pequenos diante disso tudo. 
É comum julgarmos o mundo e os acontecimentos a partir da nossa “boa consciência” e que eliminando o “outro”, aquele que pensa ou age diferente de nós, o mundo se tornará melhor.
“A consciência, ao mesmo tempo que liga também delimita e exclui. Por isso para continuar pertencendo ao nosso grupo frequentemente nos sentimos obrigados a recusar ou negar a outros, pelo simples fato de serem diferentes, o direito de pertencimento que reivindicamos para nós. Então nos tornamos, por obra da consciência, temíveis para os outros.” (Bert Hellinger, No centro Sentimos Leveza)
“Com o passar do tempo reconheci que a consciência é algo comum e instintivo que, à semelhança de outros instintos, desempenha o papel de criar e alimentar relações quando se mantém dentro de certos limites, e falha quando os ultrapassa. Pois quando vai além dos limites do pequeno grupo ela justifica os piores crimes e produz efeitos funestos, como vemos nas guerras.”  “...quando a culpa e o dano cresceram a tal ponto de se transformarem num infortúnio só haverá reconciliação se houver a total renuncia à expiação. Essa é uma forma humilde de perdoar, uma aceitação humilde de impotência. Ambos, a vítima e o culpado se submetem a um destino imprevisível, colocando um ponto final na culpa e na expiação”. (Bert Hellinger, No centro Sentimos Leveza).
Para dar um passo mais além será preciso renunciar ao medo, às preferências, a boa e má consciência. Vibrar em um nível mais alto, sair da consciência do eu para a consciência do nós. Só assim poderemos no futuro evitar compensações que terão como objetivo reincluir o que agora estamos rejeitando, desprezando, desqualificando ou excluindo.
A analise transacional, trazida à luz pelo psicoterapeuta Eric Berne, oferece um novo olhar e novos recursos para integrar o medo e outras emoções paralisantes. Principalmente quando associadas às ferramentas fenomenológicas sistêmicas nos presenteadas por Bert Hellinger.

Espero que este texto seja útil e traga elementos para novas compreensões e reflexões. Sinta-se à vontade para comentar e compartilhar. 

Caso deseje mais esclarecimentos envie um e-mail  para constelarparavida@gmail.com

Marcia Paciornik

Maestria em Novas constelações
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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Sintonia com a vida e com a prosperidade

Estar em concordância com nossos pais como são e como foram é um programa de longo prazo e significa: eu estou em sintonia com a vida como ela é, recebo o que meus pais me deram e me dão, sou grata/o e, como consequência disto, equilibro instintivamente o que recebi devolvendo algo para a vida e para a sociedade.  

Recebemos a vida dos nossos pais. Quando nos alegramos com a vida instintiva e naturalmente procuramos devolver algo para o entorno. Este movimento está em sintonia com a força do equilíbrio entre o dar e o receber e nos conecta com a energia do dinheiro e da prosperidade que são energias de agradecimento e de retribuição.

Quando estamos sintonizados com a vida como ela é, a nossa resposta só pode ser de gratidão a tudo como é e a todos como são. Podemos abrir o coração para amar a todos, principalmente às pessoas difíceis. Aquelas às quais desprezamos, rejeitamos, desqualificamos, odiamos ou com as quais nos indignamos. Uma meta imensa e difícil. Mas a intenção de agradecer e de assentir a elas como são já produz frutos.

"A vida nos envia justo os espelhos dos ancestrais que foram esquecidos, rejeitados, desprezados. Não é preciso saber qual o ancestral que nos cabe amar, esse que foi rejeitado. Rejeitado pelo dano que fez por suposto. Se trata de ver na minha vida a que pessoas eu rejeito ou elimino do campo de visão e começar a inclui-las e começar a agradecer por elas serem como são. A ressonância na minha vida é imediata. Não se trata de uma constelação se trata de uma decisão pessoal A vida é abundante, e a abundância é a energia da gratidão que temos à vida.".(1)

Se estamos em sintonia com a vida como é, no agradecimento e ainda assim sentimos dificuldade na relação com os nossos pais é por que ainda estamos, equivocadamente, levando algo do destino de alguém. Estamos identificados inconscientemente com esta pessoa  (algum excluído do nosso sistema familiar) e dificilmente podemos sair desta identificação sem fazer uma constelação ou um movimento sistêmico.

"Os filhos e as pessoas difíceis da nossa vida que não mudam podem se curar e mudar simplesmente quando podemos honra-las como são e agradece-las por serem como são. Quando aceitamos as pessoas difíceis é quando começam a mudar, nós mesmos temos a chave da cura. Se sou filha tomo meus pais como são, se são meus irmãos os difíceis os tomo como são. Se são meus filhos os tomo como são e ademais vou vendo o que veem porque o veem por mim, mas primeiro os aceito como são."

Espero que este texto lhes seja útil. 
Sintam-se a vontade para comentar e compartilhar.

Marcia Paciornik
Maestria em Novas constelações e constelações quânticas 
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(1) Texto baseado no curso El dinero y la abundancia  
http://insconsfaonline.com/course/view.php?id=32  de Brigitte Champetier des Ribes 
e no Curso Movimentos Essenciais de Claudia Boatti



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Como superar uma situação dificil?

Todos vivemos situações nas quais nos sentimos impotentes, dominados por emoções ou simplesmente congelamos, incapazes de reagir com clareza e prontidão. 

Estas situações nos tiram do nosso centro. Nos desequilibram.  É como se estivessemos no mar, andando na parte rasa, e de repente pisassemos em um buraco e afundassemos.

Quando nos desequilibramos e "perdemos o pé" podemos voltar rapidamente a nos reequilibrar e voltar a superficie ou levar um tempo maior nos debatendo e, talvez até afundar metaforicamente de forma irreversivel.  

O tempo em que levamos  para nos reequilibrar e voltar ao nosso centro vão depender de várias coisas, dentre estas se estamos presos a emoções limitantes, traumáticas e conflitivas do passado, da nossa infância, que nos afastam da situação presente e nos impedem de atuar da forma mais adequada e ágil à circunstancia que estamos vivendo.

Para Eric Berne, psicoterapeuta e criador da analise transacional, todos oscilamos entre três diferentes "estados"  (o  estado do“eu criança”, o do “eu pai ou critico moralista” e o do “eu adulto”).

Estes três estados convivem em nós simultaneamente sem que um tenha consciência da existência do outro. 

Apenas um deles está no presente: o do “eu adulto”. 

Os outros dois (estado do “eu criança” e o “do eu pai/critico”) estão voltados para o passado. O primeiro revivendo emoções não integradas da infância, quando por algum motivo vivemos uma situação dificil ou dolorosa e não tinhamos ao nosso lado um adulto para nos apoiar e ancorar, e o estado do eu pai/critico "repetindo" internamente "conselhos", " determinações" julgamentos, recriminações e criticas que escutamos, várias e várias vezes, de um adulto que respeitavamos ou temiamos na infancia.

Quando "pendemos" para o estado do “eu criança” estamos dominados por emoções antigas reprimidas e bloqueadas. Exigimos que os demais sejam perfeitos e propiciem tudo que necessitamos para ser felizes. Estamos totalmente voltados para a satisfação dos nossos instintos, para o nosso prazer. Somos incapazes de tolerar a frustração. As necessidades e sentimentos dos demais não existem para nós. Agimos e sentimos como quando éramos crianças.

No estado do “eu pai” imitamos, involuntária e inconscientemente, uma figura de autoridade influente da nossa infância. 

Fazemos isto, instintivamente, para preservar nosso direito de fazer parte, de estar "incluido" na "tribo".  Assegurando, através de  julgamentos, críticas, discriminações e rejeições que  que as regras do nosso grupo, da nossa cultura, da nossa família sejam obedecidas, mantidas e preservadas. E assim, sem muita consciencia, reproduzimos, por imitação/repetição, padrões de comportamento, atitudes e valores da geração de nossos pais e/ou avós. Ou seja, inadequadas para o momento e época que estamos vivendo.

Quando revivemos uma emoção da infância na vida adulta criamos barreiras ou nos defendemos e somos incapazes de ver a realidade como é. Não estamos no presente. Não vamos conseguir lidar com a situação. O mesmo acontece quando olhamos e lidamos com a situação com o olhar e do adulto do passado que estamos imitando.

Só podemos lidar com as situações difíceis com equilíbrio e tranquilidade no estado do “eu adulto”, quando estamos centrados, no presente, no aqui e agora, vendo a realidade como ela é, sem estarmos contaminados por ecos de emoções do passado ou de vozes de adultos da nossa infância nos dizendo o que fazer, como fazer e como nos sentir.
Todos estes aspectos fazem parte de nós, de quem somos, nos mostram algo e têm uma razão de ser e de existir. O problema é que nos tiram do centro, nos dominam, tiram nossa capacidade de pensar e de reagir de acordo com a realidade.
Podemos nos resgatar desta situação de agitação e impotência ativando o nosso  observador interno, o estado do eu adulto, aquela parte nossa que está no presente. Neste estado do eu permitimos que a nossa parte mais autentica se revele, acolhemos a tudo como é, a nossa criança, ao nosso critico moralista. Dando espaço e limites para ambos.
Quando estamos no estado criança, as emoções são exageradas ou minimizadas, e estamos buscando a aprovação dos demais, uma autoimagem idealizada de como os outros gostariam que nós fossemos, buscamos aquilo que é conhecido e seguro. Passando para o estado do eu adulto podemos nos abrir para o desconhecido, ir para a vida, relaxar, nos ampliar.
No estado do eu critico moralista ou pai, rejeitamos em nós e nos outros tudo que não é bem visto ou aceito no nosso grupo, na nossa cultura. Isto tira nossa força e faz com que tenhamos medo do que mora dentro de nós quando não está em conformidade com estas normas.
No eu adulto podemos nos abrir com curiosidade para o que rejeitamos em nós e atrapalha nosso crescimento. Nos sentimos firmes e confortáveis. Neste estado do eu aliciamos por ressonância o estado do eu adulto dos nossos interlocutores e os relacionamentos podem fluir melhor. Inversamente, quando estamos no estado do eu pai aliciamos o estado do eu criança da pessoa com quem estamos nos relacionando.
A questão é: como identificar quando nos encontramos nos estados do eu criança e do eu pai e nos resgatar para o eu adulto, para o observador?  Lembrando que um estado não tem consciência da existência do outro?
Estando atentos e conscientes de como nos sentimos em cada situação. Se estamos tranquilos, relaxados, serenos, seguros provavelmente estamos no estado do adulto. Mesmo que diante de uma situação difícil e conflituosa. Se nos encontramos em um  estado de agitação física, ou dominados por emoções, com taquicardia, palpitação, suor, ansiedade, agitação mental, dialogo interno intenso no qual buscamos ter razão em algo ou nos justificar, ou provar que o outro ou a vida ou a situação está errado ou deveria ser diferente do que é, estamos nos defendendo de algo ou criando barreiras a algo.
Sempre que nos defendemos há algum de medo oculto (medo de não ser aceito, medo de ser rejeitado por si mesmo ou pelos outros). Quando nos defendemos queremos ocultar algo de nós mesmos ou dos outros: ódio, vulnerabilidade, emoções caóticas...E nos defendemos de muitas maneiras: agredindo, nos submetendo ou nos retirando. As vezes de todas estas formas dependendo da pessoa ou da situação.
Quando a emoção é muito forte, para nos resgatar é necessário primeiro olhar para ela, acolher, dar espaço. Buscar o silencio interno desligando a mente e focando a atenção no corpo. Nas sensações do corpo. Acolhendo o que for como for. Permitindo que as sensações tomem o seu tempo e ocupem todo o espaço que precisarem.  
Existem muitas maneiras para resgatar o estado do eu adulto, mesmo nas situações mais difíceis. Quanto mais nos observamos e nos familiarizamos com elas, mais reconhecemos quando estamos nos defendendo e mais facilmente podemos nos resgatar.

Sinta-se a vontade para compartilhar este texto e para nos enviar duvidas, sugestões e comentários para constelarparavida@gmail.com

Marcia Paciornik
Maestria em novas constelações
Movimentos sistêmicos. Alinhamento sistêmico gradual. Constelações familiares, quânticas e organizacionais. Análise transacional. PNL sistêmica
11-991388337

(*) Texto baseado na teoria de Analise transacional do terapeuta Eric Berne, no curso de Analise Transacional de Brigitte Champetier des Ribes e no de Movimentos Essenciais de Claudia Boatti

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Minha vida está um caos

Uma casa por muitos anos foi negligenciada em um determinado momento vai precisar de muita manutenção e reforma para se manter em pé. As casas, como as famílias e as pessoas, precisam de cuidado constante e manutenção. 
Em uma casa,  danos estruturais, parte elétrica, encanamentos, telhado, revestimentos, pintura tudo precisa ser refeito. Durante muito tempo os moradores vão conviver com a poeira, o barulho, a bagunça e a confusão da obra. Nesta etapa é comum sentirem que a reforma não vai terminar nunca e entrar em desespero. 

No caso das famílias ou dos relacionamentos quando a desqualificação, o desprezo, a crítica e o julgamento se tornam maiores do que a apreciação, o respeito, a gratidão, o reconhecimento a família começa a desmoronar e seus integrantes a perderem força e coesão.

Nesta etapa as pessoas se esquecem de que para chegar no estado atual de deterioração foram necessários anos de descaso e negligência. A casa, que no início parecia perfeita e maravilhosa, aos poucos foi parecendo cada vez mais apertada, restrita, inadequada. Desejavam algo melhor, maior, diferente e descuidaram da casa que tinham.

Quando começamos um relacionamento, na fase de enamoramento, tudo é maravilhoso. A pessoa amada é perfeita e tudo dela nos deixa feliz. Aos poucos, com a convivência, começamos a ver os “defeitos” e a nos irritar . À medida que o tempo passa os “defeitos” e ou “imperfeições” tornam-se mais frequentes e desconfortáveis. Esquecemos completamente tudo de bom que víamos e sentíamos no outro.

As pessoas tendem a olhar para o que não têm, para o que incomoda o que irrita e com isto deixam de ver e sentir o que sim TEM, o que de fato recebem. E, principalmente, deixam de sentir gratidão pelo que já tem: a casa, o/a parceiro/a parceiro/a, os filhos. Estão na reação, na negação, no NÃO.

Desta forma, pouco a pouco, destroem sua capacidade de sentir amor, alegria, satisfação, contentamento e plenitude.

Quando se dão conta, deixaram o descaso e a negligencia tomar conta. Se ainda estão casados, a pessoa que um dia amaram e com quem tiveram filhos só causa dissabor, ressentimento, magoa, rejeição, irritação quando não raiva profunda. Os filhos têm muitas dificuldades em relação ao trabalho, à vida, aos relacionamentos, ao dinheiro. Muitas vezes agridem, julgam e criticam os pais. A saúde de todos vai mal.

Quem sonhava em viver uma vida ou uma velhice tranquila, se ve cercado de problemas e dificuldades. E a casa está quase em ruinas...A familia se desfazendo.

Alguns começam a se dar conta de que algo está muito errado. Se estão na reatividade, vão ter dificuldades para encontrar e aceitar a boa ajuda. Irão percorrer diversos caminhos mágicos e fantasiosos sempre encontrando defeitos e dificuldades. Nada parece funcionar. Ou simplesmente permitem que tudo vá desmoronando pouco a pouco. Aqueles que finalmente buscam ajuda querem que ela surta efeito imediato. 

Levaram anos construindo o caos e querem que ele desapareça em um passe de mágica! 

A reforma tem seu tempo e seu ritmo. A alma também. Se os danos são apenas externos e superficiais uma pintura e uma troca de revestimentos resolve e a reforma se faz em poucas semanas. Quando é estrutural vai levar mais tempo. Durante a etapa de restauro no meio da poeira e da bagunça vai parecer que nada esta resolvendo ou que está pior do que antes...

O mesmo ocorre com as famílias, com as pessoas e com os relacionamentos. 

A boa noticia é que podemos aprender como nos resgatar, como reestruturar ou restaurar nossa casa.

Existem vários métodos terapeuticos que ajudam neste processo.

Um dos que mais aprecio, por sua capacidade de possibilitar  o auto resgate em diversas situações de forma inovadora, criativa e eficaz,   é  o dos Movimentos Essenciais, trazido à luz  por Claudia Boatti.
  • Nos indica novos percursos e novas formas de ser e atuar na vida,
  • Mostra como nos resgatar de onde não queremos mais estar:  na atitude de vitima, presos a emoções trazidas do passado, ou vibrando em frequencias baixas e densas. 
  • Permite que possamos nos abrir para o que viemos de fato viver, para a tarefa que viemos desempenhar. 
  • Convidam e indicam as formas de nos tornar mais conscientes e responsáveis pelo impacto que causamos na trama social e no nosso entorno ,
  • Nos possibilita perceber o efeito da forma como olhamos e interagimos. Que "nosso olhar não é neutro, como olhamos nos afeta e afeta os demais".


Marcia  Paciornik
Socióloga, 
Maestria em Novas constelações. Novas Constelações familiares e quânticas. Brigitte Champetier des Ribes, nsconsfa.
Capacitação em Movimentos Essenciais com Claudia Boatti.

+55 11 991388337.