terça-feira, 13 de junho de 2017

Dificuldades entre pais efilhos

Algumas relações entre pais e filhos são tensas e difíceis, agressivas, distantes gerando conflitos, mágoa, ressentimentos e outras emoções negativas. 

Às vezes os filhos sentem que não são amados pelos pais ou  que são preteridos por algum irmão. Outros são maltratados, abusados e mesmo agredidos fisicamente. 

Muitos pais não se sentem respeitados, honrados, agradecidos, ou até mesmo são hostilizados e agredidos pelos filhos. Alguns agem como crianças, demandando cuidados e atenção. 

As dificuldades expressas pelos filhos na relação com os pais indica a existencia de uma "desordem" na hierarquia da família.  Os filhos sentem-se "maiores" ou "iguais" aos pais. Nestes casos a relação entre pais e filhos será difícil e não poderá fluir.  

Quando os filhos sentem-se "maiores" do que os seus pais, ou "iguais,"não podem sentir gratidão e respeito por eles. Não se sentem "filhos." Não estão em seu lugar.

Muitas são as causas possíveis destas desordens: a atitude de muitos pais da atualidade que se comportam como "amigos" dos filhos; pais que agem como se os filhos fossem substitutos de seus próprios pais e filhos que sentem que precisam cuidar dos progenitores mesmo que estes estejam bem e sejam autossuficientes.

Durante algumas constelações se observa o caso de filhos, principalmente primogênitos, que vivem inconscientemente  sentimentos de ex-parceiros de um dos progenitores. Nestes casos sentem-se cúmplices de um dos progenitores e em conflito com o outro. 

A conexão com os pais é básica para os seres humanos. As pessoas só tem força e energia para tomar a vida e se realizar plenamente quando tomam incondicional e integralmente seus pais como são. Somente a partir deste momento começam seu o caminho de crescimento. “Tudo o que se faz antes é um anseio por sobrevivência”. (1) 

"Os pais dão e os filhos tomam". Quando os filhos não conseguem "tomar" (receber sem restrições os pais e tudo que vem deles) seus pais, com agradecimento, honra e respeito, estabelecem um desequilíbrio entre o dar e o receber que vai gerar agressividade e até rompimento nas relações. 

O peso de quem recebe em demasia e não consegue retribuir pode se tornar insuportável e se transformar em rancor, agressividade e até ódio. Uma das formas de expressar esta raiva é através de julgamentos, reprovações e criticas dos filhos em relação aos seus pais. 

As dificuldades no relacionamento entre pais e filhos também pode ter como origem um trauma precoce. Para Bert Hellinger este trauma pode ocorrer quando uma criança é separada de um ou ambos progenitores antes dos cinco anos de idade. 

Nessa fase a criança não consegue processar emocionalmente o sofrimento da separação, seu coração se fecha, e a dor se transforma em raiva. A agressividade lhe permite sobreviver ao sentimento de que está sob uma ameaça profunda. 

Quando adulta, esta pessoa não conseguirá expressar nem o amor nem a dor, ficará com raiva e se sentirá culpada. Como ocorre em todos os traumas, a criança acredita ser culpada do que aconteceu: “porque fui mau ou má meus pais morreram”. Às vezes o trauma decorre da perda de um irmão gêmeo ainda no período intrauterino. 

As crianças, por amor, se colocam inconscientemente a serviço do sistema familiar, e dos seus pais e avós, escolhendo viver as suas dificuldades e doenças em seu lugar. Os filhos também olham para os excluídos do sistema que os pais não olham e demonstram isto através de comportamentos dificeis (agressidade, violencia, raiva por exemplo). (1)  

"O sistema familiar é um campo espiritual. Dentro deste campo todos estão em ressonância com todos. Às vezes, este campo está em desordem. Este distúrbio ocorre quando alguém que pertence a ele foi excluído, rejeitado ou esquecido. Essas pessoas excluídas e esquecidas estão em ressonância conosco e se fazem representar no presente porque neste campo rege uma lei fundamental: todos os que pertencem ao campo têm o mesmo direito de pertencer a ele. Não se pode excluir ninguém. Este campo não perde ninguém: o esquecido continua agindo nele. Se alguém foi excluído, não importa por quais razões, o campo, através desta ressonância, determina que outro membro da família represente o excluído". (2)

A relação entre pais e filhos só será harmoniosa e fluida quando os filhos deixarem de olhar os excluídos do sistema que os impedem de estar no lugar de filhos. O melhor que os pais podem fazer para superar estas dificuldades é liberar os filhos destas cargas sistêmicas.

“Em todos os casos de dificuldade, fracasso ou mau comportamento é importante se ter em conta que tudo que os filhos fazem o fazem por amor e por fidelidade a alguém ou para evitar que os pais assumam algo que os faria sofrer.” (1)

Espero que este texto seja util. Sinta-se à vontade para fazer comentarios e compartilhar. 
Se desejar perguntar algo envie um email para constelarparavida@gmail.com

Marcia Paciornik

Maestria em Novas Constelações
Orientação e alinhamento sistêmico, novas constelações familiares, quânticas e empresariais.



  +5511991388337


(1)      Brigitte Champetier de Ribes – Curso “As Relações Pais e Filhos” 
www.insconsfa.com 
(2) Bert Hellinger

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Como encerrar um relacionamento?

Quando iniciamos um relacionamento  desejamos que ele seja "para toda a vida".

Nem sempre isto é possível e, às vezes, os relacionamentos terminam de forma dolorosa, deixando mágoas, ressentimentos, tristeza, revolta ou sentimentos negativos (raiva, dor, desejo de vingança, culpa, medo, sentimento de abandono e exclusão, vergonha). 

Isto pode dificultar e  mesmo impedir futuros relacionamentos. 

Para que os novos relacionamentos tenham exito é essencial agradecer e honrar os relacionamentos anteriores, mesmo os mais difíceis. 

É comum pessoas trazerem como tema a dificuldade para iniciar ou manter um relacionamento afetivo. Ao configurarmos a dificuldade em uma constelação  muitas vezes vem a luz o que esta por trás, muitas vezes uma relação anterior nossa,  de um dos progenitores ou mesmo de um dos avós o que não foi reconhecida, agradecida ou olhada com amor. 

Estamos, inconscientemente, vivendo ressentimentos, frustrações e mágoas, desejos de vingança, sentimentos de rejeição, traição e ou abandono que não nos pertencem. 

Algumas pessoas tem um grau tão grande de identificação com estes sentimentos que se sentem como parceiros afetivos de um dos progenitores  gerando relacionamentos conflituosos e competitivos.
 
Para evitar ou superar estas dificuldades é sempre bom se despedir de qualquer relacionamento maneira respeitosa e agradecida. 

Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas constelações (novas constelações familiares e quânticas)





quinta-feira, 18 de maio de 2017

Relação difícil com a mãe.

É comum ouvir pessoas afirmarem ter um relacionamento dificil, tenso, conflituoso, agressivo ou indiferente com a mãe. 

Por trás destas dificuldades sempre existe uma boa razão.

Muitas vezes trata-se de mães com dificuldades emocionais. Mães que, por algum motivo, não conseguiram estar disponíveis para seus filhos.

Qualquer que tenha sido ou seja a razão, não há como negar que esta mãe gerou esta vida e a fez se desenvolver  em seu útero. Durante a gestação foi a sua fonte de vida e que nesta etapa viveram em profunda simbiose. 

Esta criança é filho ou filha desta mãe e sempre será. Nada pode mudar isso. Nem mesmo se for criada por outra. Esta é a mãe que lhe deu a vida. 

As feridas e os traumas desta relação, quando presentes, precisam ser sanados e integrados para que seja possivel fluir com a vida.

Estar em sintonia com a mãe que nos gerou significa estar em sintonia com a vida e disponiveis para ela.

Quando rejeitamos nossa mãe rejeitamos  uma parte de nós mesmos  e também a vida, a saúde e o amor. 

Na realidade somos nossa mãe e nosso pai mesmo que eles não tenham nos criado.

Uma das muitas compreensões trazidas por Bert Hellinger é a de que quando não estamos em harmonia com nossa mãe e gratos temos reações e comportamentos que nos distanciam da vida: seja rejeitando determinados tipos de alimentos, seja através de problemas de saúde frequentes e repetitivos (alergias, dores de cabeça, enxaquecas), seja tendo dificuldades para estabelecer e manter relacionamentos ou para viver em abundância e prosperidade ( o dinheiro é uma energia ligada ao agradecimento à vida e aos pais que nos geraram).

Ele observou que quando temos dificuldades com nossa mãe e, não a aceitamos  como é ou foi, com todas as suas dificuldades e "deficiencias" não conseguimos desfrutar de uma vida saudável, feliz, harmoniosa, exitosa nem de relacionamentos estáveis, harmoniosos e frutíferos. 

Ele também trouxe nos presenteou com uma inovadora e criativa abordagem que possibilita sanar estas feridas e transformar a forma como vemos nossa mãe e, por consequência, nossa relação e sintonia com ela. 

Um novo olhar sobre as relações mães e filhos que nos possibilita viver fluir com a vida.

Marcia Paciornik.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

As forças (ordens) do amor: a hierarquia

Você está no seu lugar? 

Os sistemas vivos são submetidos a forças invisíveis e inexoráveis que tem como funções manter a coesão, ordenar, equilibrar e transmitir informações do sistema.

Uma destas forças a da hierarquia esta relacionada à a ordem de chegada espacial e temporal dos integrantes no sistema.

Esta força impõe a precedência de quem chega primeiro sobre os que chegam depois. 

Em uma família, por exemplo, os pais chegam antes do que os filhos e devem ser respeitados pelos filhos. O filho mais velho, por sua vez, tem precedência e deve ser respeitado pelos irmãos mais novos. 

Em uma empresa, ou organização, deve-se respeitar e manter uma atitude de agradecimento a quem veio antes, a quem fundou a empresa ou organização, a quem chegou primeiro, mesmo que funcionalmente esta pessoa ocupe um cargo de menor importância ou tenha se afastado.

Quando uma pessoa não respeitaesta ordem ou "lei" perde força e passa a experimentar dificuldades e bloqueios nos relacionamentos, no trabalho, nas finanças, e mesmo em relação à saúde. O mesmo ocorre com as empresas e organizações nas quais esta hierarquia ou precedência relativa à ordem de chegada não é respeitada. Nestes casos a empresa perde força e pode desaparecer.

Por que razões isto ocorre?

Uma pessoa pode, inconcientemente, estar "ocupando" o lugar de alguém que não é visto ou que foi excluído do sistema familiar. Por exemplo, se antes dela nascer a mãe sofreu um aborto natural e considera o primeiro filho vivo como o mais velho, o primeiro, esta "excluindo", esquecendo, o primogênito abortado. O filho que vem depois não pode evitar ocupar o lugar deste irmão/ã que não nasceu. Lugar que na realidade não lhe pertence. Não pode evitar, também, sofrer as consequencias desta "desordem", perdendo sua força e sofrendo limitações, dificuldades e bloqueios.

Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas Constelações.

55 11 991388-8337 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Ordens do amor: pertencimento

Pertencer é um dos anseios mais primordiais dos seres humanos. Remonta ao período em que, para sobrevivermos, era necessário fazer parte de uma tribo, um clã. Se alguém era expulso ou abandonado, morria. 

Isto desenvolveu na especie uma necessidade tão forte de pertencimento que, para fazer parte, fazemos instintivamente qualquer coisa. 

Acima de tudo, buscamos nos manter fieis e dentro dos limites dos princípios e valores dos grupos aos quais pertencemos principalmente aos da nossa família. 

Em alguns casos, ser fiel a estes princípios e valores exige ações extremas e até violentas e quem as comete sente-se correto, bom, sem culpa i.é com "boa consciencia" pois é o certo no grupo, ou família, ao qual pertence.

A compreensão sobre a necessidade de pertencimento e seus efeitos foi uma das grandes contribuições do terapeuta e filosofo Bert Hellinger, em especial para o processo de entendimento, paz e conciliação entre as pessoas. 

Quando nos sentimos pertencendo, ou quando damos lugar aos excluídos do nosso sistema familiar, promovemos intensos movimentos de cura pessoal e sistêmica. O mesmo ocorre quando olhamos com benevolencia para aqueles que são diferentes ou que pensam diferente de nós e os aceitamos como são,  com o mesmo direto de pertencer. Mesmo deferentes. 

Fazer uma constelação nos permite olhar para as dificuldades que temos em relação ao pertencimento, ampliar nossa consciencia restrita e dar um lugar no coração aos excluídos do nosso sistema familiar. 
Nos abre para a vida e para o pertencimento. 

Marcia Paciornik.
Maestria em Constelações Familiares

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

O que esperar de uma constelação?

As constelações são uma ferramenta fenomenológica que permite identificar os vínculos arcaicos aos quais estamos presos. 

Recebemos dos nossos antepassados além das suas características físicas muitos traços emocionais. A Epigenética mostra que temos um DNA emocional através do qual recebemos informações sobre emoções vividas por antepassados.

Sem saber vivemos como alguns antepassados viveram. Reproduzimos suas limitações, sofrimento, sentimento de dor, impotência, raiva, luto, expiação, culpa e isto limita a nossa vida. Este fenômeno é denominado de lealdade invisível.

Uma constelação possibilita ver a quais lealdades estamos vinculados ou "presos" e fazer movimentos para possibilitar a liberação. Podemos liberar as emoções que estas lealdades nos trazem e entrar em um processo de cura. 

Quando alguém assiste a uma constelação e observa os representantes movidos pela energia do campo de informação pode pensar que se encontra diante de algo mágico, místico ou milagroso. 

A consequência disto é a pessoa esperar resultados igualmente mágicos, místicos ou milagrosos. Muitas vezes os resultados são, de fato, imediatos. Observa-se em poucas horas ou em dias mudanças extraordinárias em situações muitas vezes complexas, difíceis e que vinham se perpetuando ou se repetindo por muito tempo (conflitos, bloqueios, emoções negativas como depressão, angustia e ansiedade...). Inclusive em questões relacionadas com a saúde. Em outros casos são necessárias outras constelações ou mesmo outras abordagens terapêuticas.

É comum se observar, após uma constelação, mudanças sutis e/ou pequenos movimentos de mudança que continuam a repercutir na vida das pessoas ao longo de algumas semanas ou até meses sem que elas sequer associem estas mudanças ou movimentos de desbloqueios com a constelação realizada. Pode ocorrer, por exemplo, que um sintoma muito antigo diminua consideravelmente ou mesmo que desapareça. Ou que talvez que se abra a possibilidade de um sintoma já diagnosticado por vários médicos sem sucesso de cura seja diagnosticado como algo totalmente diferente e possa ser curado. Alguns casos me veem à memória: de uma pessoa com uma tosse por refluxo cuja tosse diminuiu consideravelmente após a constelação e, meses depois, ao fazer nova endoscopia, constatou-se uma melhora considerável do quadro causador do refluxo. Outro de uma pessoa com alopecia geral que uns quinze/ vinte dias após uma constelação informou estar observando um crescimento de pelos. 

Poderia citar muitos casos onde as mudanças foram imediatas e completas e outros tantos nos quais as mudanças/ curas foram mais modestas, mais sutis e outros nos quais percebemos que havia ainda questões a serem olhadas e eram necessárias outras constelações ou abordagens. Ou seja, era necessário olhar outros vínculos, ou conflitos, ou decisões precoces adotadas antes de se obter resultados de cura mais significativos.

Quando outra constelação se faz necessária é possível que a questão colocada tenha sido muito genérica ou que algo da vida presente da pessoa não esteja sua sintonia com a consciência familiar e com seu destino (um trauma que não foi integrado ou uma culpa que não foi assumida). 

Nestes casos o uso de outras ferramentas terapêuticas é indicado. Também é pouco eficaz fazer varias constelações sem um propósito muito claro. Conhecemos os vínculos e enredamentos apenas através de efeitos, por isto a recomendação é sempre constelar um tema ou questão do presente. Algo cujo efeito já esteja se fazendo sentir na nossa vida. Uma dificuldade atual, um bloqueio presente, um sentimento de hoje, algo que se repete e atrapalha nossa vida pessoal, afetiva ou profissional.

Um caso que me ocorre é de uma pessoa que constelou uma alergia na pálpebra. No final da constelação o representante da alergia estava deitado no chão e o representante da pessoa sentado ao seu lado. Com muito esforço de decisão da pessoa ao escolher a vida pouco a pouco sua representante também se movimentou em direção à vida. No dia seguinte ela relatou uma considerável melhora da alergia e dois dias depois a mesma havia retornado. Considerando a relutância de sua representante de “abandonar” a alergia ficou claro que havia outra questão que a ligava a esta alergia e que não tinha ficado evidenciado na constelação: um conflito, um ganho secundário... O passo seguinte foi identificar qual era esta questão. O que também percebemos é que quando existem fortes movimentos de rejeição do sintoma constelado (a pessoa quer que o sintoma desapareça logo) o sintoma pode até num primeiro momento aumentar pois tudo o que rejeitamos aumenta, cresce.  
Às vezes outros fatores interferem impedindo o bom resultado de uma constelação: falta de centramento ou intenção na ação dos representantes, usurpação pelos representantes ou pelo facilitador do lugar do cliente ou dos ancestrais (isto ocorria principalmente nas constelações realizadas anteriormente quando as frases de cura eram faladas pelos representantes). Atualmente, com a introdução das Novas constelações e das constelações quânticas, o facilitador apenas catalisa a energia do campo, os representantes não se manifestam e só podem atuar a partir de alto grau de centramento diminuindo estes riscos.

Acontece às vezes de constelações serem realizadas com crianças, jovens ou adolescentes. Hoje sabemos que as crianças, antes de alcançar sua autonomia, levam o destino de seus pais. Assim apenas seus pais ou avós podem constelar por elas. A cura através das novas constelações está na decisão e no firme proposito de a pessoa deixar os seus vínculos e lealdades arcaicos e estar no seu eu adulto, no presente. Esta decisão só pode ser tomada por um adulto autônomo. E que a pessoa tem a liberdade de decidir ou não soltar o passado ou permanecer presa a ele.

É bom fazer várias constelações? Inicialmente Hellinger dizia que devíamos nos constelar apenas uma vez na vida. Após um tempo que era preciso esperar um mínimo de dois meses entre cada constelação. Mais recentemente já não define um prazo ou frequência. A psicóloga, consteladora e diretora do Instituto de Constelaciones Familiares, Brigitte Champetier des Ribes, diz: “o que observo é que não há regra. A miúdo temos que deixar passar um tempo depois da primeira constelação. Outra observação é que os prazos estão diminuindo muito”.
Quando perguntada sobre se seria necessário acreditar ou não para fazer uma constelação Brigitte esclarece: “No, en absoluto. Más bien, el trabajo con constelaciones va a despojarnos de nuestras creencias arcaicas – creencias elaboradas cuando éramos pequeños para aliviarnos del miedo, de la soledad o de la culpa y creencias por fidelidad a nuestro sistema, creencias que nos permiten sentirnos miembros de una familia, una clase social, una historia. Nos damos cuenta, conforme crecemos, de que vamos abandonando las creencias restrictivas, elitistas, excluyentes: “esto está bien, hay que hacer esto, eso es bueno, eso es bonito, eso es valioso,…” Con estos juicios rechazamos por “malos, feos o despreciables” a todos los que no cumplen con nuestras exigencias. Y vamos adoptando creencias “incluyentes”: todo ser humano merece ser respetado, todo ser humano merece compasión… (Las constelaciones, terapia cuántica por excelencia, nos acerca a otra dimensión, de la misma manera que lo hace la física cuántica: la energía es pensamiento en acción. Somos energía. Somos pensamiento en acción, ¿de donde viene este pensamiento? Estamos organizados en sistemas (sistema corporal, sistema familiar, sistema de salud, sistema económico, etc…) ¿Este pensamiento es pre sistémico? A través de la representación física de las personas de una familia Hellinger pudo darse cuenta del significado del movimiento de estos representantes: existe un nivel de movimiento, muy lento, muy profundo, anterior a las emociones que es la manifestación de las fuerzas invisibles, inconscientes que dirigen los vínculos entre vivos y muertos. Las constelaciones son la representación gráfica de unas dinámicas que superan nuestra comprensión racional. Las definiciones como creyente, ateo, esotérico no tienen mucho significado en este contexto, pues sólo se trata de observar y descubrir. Y para observar y descubrir, para “reconocer lo que es”, no queda más remedio que despojarse un momento de las convicciones anteriores.” 

Se gostou ou tem alguma duvida ou questão por favor nos envie seus comentários ou perguntas. Um abraço. 

Marcia Paciornik. Maestria em Novas Constelações
+55 11 991388-8337 

Escrito com base em cursos e textos de Brigitte Champetier de Ribes.


domingo, 19 de março de 2017

Ter ou não filhos, gravidez e parto.

Quando existe um desejo de engravidar que não se realiza, uma mulher perde seus bebes nos primeiros meses de gestação ou algum dos membros de um casal casal não deseja ter filhos, existe sinalização de algo a ser "curado". 

Biologicamente somos programados para a reprodução pois é dela que depende a continuidade da nossa especie.

Na abordagem sistêmica, as  dificuldades que as pessoas enfrentam em alguma área da vida (saúde, trabalho, relacionamentos) apontam para algo não foi integrado ou foi excluído ou rejeitado inconscientemente. 

Em varias destas situações observa-se que a pessoa com a dificuldade esta reproduzindo, inconcientemente,  alguma emoção, decisão ou comportamento que teve origem em uma situação difícil ou dolorosa que está gravada no DNA emocional da família. 

A psicogenética nos mostra que  os descendentes de vitimas ou autores de crimes, maus tratos, abusos, exclusões, guerras, podem sentir estes mesmos medos, raivas, traumas  desejos de vingança,  sentimentos de exclusão ou rejeição e outras emoções, sem que isto faça sentido em sua vida.

Estas foram algumas das descobertas 
inovadoras que vem sendo realizadas por pesquisadores desde  meados do seculo passado. Entre estes do psicoterapeuta e filosofo Bert Hellinger, que nos presenteou com as constelações/configurações familiares. 

Através desta abordagem, é possível identificar de onde provêm as dificuldades e iniciar  movimentos de cura. As mulheres ou os casais que desejam ter filhos e têm dificuldades consegui-lo e as pessoas que afirmam não querer ter filhos podem obter com um diagnóstico das possíveis causas.

O diagnóstico é realizado utilizando uma "constelação familiar" e também pode ajudar a diagnosticar, e superar, possíveis dificuldades que possam ocorrer durante a gestação, afetar a vida do feto ou mesmo o próprio parto. 

Muitas vezes, durante a constelação, observa-se  que a pessoa com dificuldades para engravidar, ou que não deseja ter filhos, está inconscientemente ligada a mulheres do seu sistema familiar que morreram no parto, sofreram abusos ou cujos filhos morreram ao nascer ou muito pequenos.

Muitas pessoas perguntam se é conveniente uma mulher grávida fazer uma constelação. A resposta é sim. É muito bom tanto para a mulher quanto para o bebê, principalmente para o bebê. 

No período da gestação, devido à simbiose com a mãe, o feto é sensível e perceptivo a todos os vínculos da família e dos pais. O filho ou filha primogênito/a, por ser o primeiro/a, vai se vincular emocionalmente com as principais lealdades sistêmicas dos pais. 

Também é muito bom que os pequenos fetos possam passar por todas as liberações possíveis através de uma constelação. Isto se torna ainda mais valioso quando, durante uma gravidez, ocorre algo grave na família: um acidente, o falecimento de alguém próximo (pai,avós...) 

Brigitte Champetier de Ribes (1) uma das mais atuantes e importantes formadoras e teóricas da linha de trabalho iniciada por Bert Hellinger é enfática ao afirmar que constelar o parto é muito benéfico, sobretudo se a mãe tem medo. 

Na experiência dela “quando se constela um parto pode-se observar que muitas vezes surgem interferências de um ou mais mortos do Sistema Familiar ou de alguém que quer reter o bebe ou a mãe, ou separar a mãe ou o bebe. Estes movimentos, observados durante a constelação, se traduzem em dificuldades na vida real. Ao final da constelação, quando a mãe o pai e o bebê se encaminham juntos para a vida, pode-se saber que o parto será normal”.

No caso da concepção assistida, da mesma forma que na adoção, há um destino de esterilidade que precisa ser assumido profunda e incondicionalmente, para que toda solução seja vista com bons olhos pelo sistema familiar. 

Se apenas um dos dois é estéril a consciência familiar do outro fará o possível para que este tenha um filho biológico (através de uma separação ou de uma infidelidade). 

Quando se utiliza de um doador de espermatozoide ou de óvulo, este doador vai se tornar a / o nova/o parceira/o para sempre. O que, com frequência, provocará uma separação. 

Os embriões descartados ou congelados necessitam ser vistos e acolhidos no coração pelos pais como seus filhos. Caso contrário um irmão/ã que venha a nascer viverá em fidelidade com eles e não vai se permitir desfrutar a vida. 

Para o Inconsciente familiar não existe diferença entre um embrião ou um feto: todos são humanos. Estes embriões necessitam muito deste reconhecimento. São forças de vida e alguns se ressentem de não poder seguir este impulso de vida. Outros têm medo de voltar a serem abandonados. Os congelados estão paralisados, mas conscientes e têm pânico de voltar a este estado.

Quando a opção é pela barriga de aluguel se cria uma nova relação mãe e filho. A mãe e o pai primeiro têm que tirar o óvulo ou o embrião de seu território e isto marca muito profundamente este filho que se sentiu rejeitado e abandonado pelos seus pais biológicos. 

Ao ser recolhido e salvo por outra mulher com a qual mantém um intercambio celular, hormonal, emocional etc. sentem que aí está sua segurança. Esta é sua mãe. Com os outros dois sua sobrevivência está em perigo. O sistema familiar da mãe gestante adota ao feto, o transforma em um filho seu.  E este filho já não reconhece a família biológica como sua. Se o separam de sua mãe gestante, viverá um segundo abandono e seu sistema não reconhecerá aos pais biológicos, os tomará por adotivos.

Espero que este texto tenha sido útil. Sinta-se a vontade para comentar e compartilhar.


Marcia Paciornik.
Maestria em Novas Constelações/ Constelações Quânticas
Capacitação em Movimentos Essenciais
+55 11 991388-8337 


(1) Brigitte Champetier des Ribes é diretora do Instituto de Constelaciones Familiares (Insconsfa), autora de vários livros, formadora das novas constelações e teórica e difusora da metodologia e filosofia de Bert Hellinger.

Texto escrito com base no curso e texto do curso on line “ Embarazo, fetos, embriones” do instituto de constelaciones familiares por Brigitte Champetier de Ribes. www.insconsfa.com

terça-feira, 14 de março de 2017

A nossa força vem do pai.

Do pai e do ramo biológico paterno recebemos  força e capacidade de aceitar a realidade.  

As pessoas que  não aceitam o seu pai incondicionalmente como ele é ou foi, mesmo que tenha sido um pai ausente ou desconhecido, não dispõem de capacidade para enfrentar o mundo, as dificuldades, a realidade. Sobretudo, não conseguem se realizar no trabalho e na profissão. 

Nos casos mais severos, isto pode resultar em anemia dos mais diversos graus, depressão, em distúrbios mentais diversos,  dificuldades e bloqueios.

"Restaurar nossa visão do pai é fundamental se queremos estar na força da energia que nos levará ao sucesso. Nos abre a firmeza e a realização no trabalho. 

Uma pessoa que "tomou" o pai nunca é violenta. É firme. Mas não é cruel. O violento segue na simbiose com a mãe. Não vê a realidade. Quem é violento não quer agir. Justifica que a realidade não é como é, tem que ser destruída. 

Quando pode tomar o pai (se abrir a ele como é ou foi e toma-lo no coração) pode ver que há uma ação possível. Mas isto exige humildade, exige atuar. Quem é violento não está disposto a soltar a humildade. Não tomar o pai tem a ver com utilizar a violência, o abuso e a corrupção. No sentido de não querer ver a realidade como ela é".(1) Brigitte Champetier des Ribes


"Muitas mulheres estão presas (através de vínculos de compensação arcaica, infantis), a tragédias familiares onde houve muito sofrimento e dor para as mulheres. Quando em gerações passadas ocorreram abusos de poder ou físicos, maus tratos, desrespeito, mulheres obrigadas a casar muito jovens ou com parceiros que não desejavam, descendentes destas mulheres podem viver em suas vidas “espelhos” destas situações. 

Estes vínculos às impedem de, no presente, viver uma relação de casal de forma adulta e muitas vezes a desprezar ou rejeitar inconscientemente, o masculino, o homem o parceiro. 
Isto resulta em muitas dificuldades e bloqueios na relação de casal e, em muitos casos, estas mulheres dificultam a relação dos filhos com os pais, quando não os subtraem da sua convivência". 
(1) Brigitte Champetier des Ribes

Muitas acusações de agressão, ou violência que as mulheres fazem contra seus parceiros, sejam em relação a si mesmas seja em relação aos filhos, podem ter origem nestes vínculos. 

Quem é o excluído mais frequente nas famílias? O pai! Pelo motivo que seja a mãe tende a atrair os filhos para ela afastando-os do pai. O que se rouba dos filhos então? Se lhes subtrai do mundo e logo da vida. Os filhos entram em relação com o mundo unicamente através de seu pai. No passado, isto era de domínio público: o pai tinha que ser sólido e realista. Somente  desta maneira podia ser garantida a sobrevivência da família. O que sucede a muitos filhos hoje em dia que tem que crescer sem seu pai? Por exemplo, porque sua mãe está separada do pai e os filhos devem permanecer no ambiente  materno geralmente separado de seu pai. Permanecem com os pés na terra? Ou não se relacionam com o pai e portanto tampouco com o mundo? Qual é o resultado final? Que os filhos fiquem zangados com sua mãe. A paz foi rompida dentro do seio da família.  Como se pode restaurar esta paz novamente? Aonde está a paz? Está entre os pais  e os homens. De quem vem a paz nas famílias? Dos pais. Quando reina a paz na família, todo o mundo está feliz, inclusive as mães e seus filhos.”   BERT HELLINGER , Frankfurt, 2014

Em uma constelação facilitada por Brigitte Champetier de Ribes, em Córdoba, Argentina , com um jovem casal cuja filha de dois meses estava internada com anemia severa, foram configurados inicialmente o pai, a mãe, a anemia e a criança. 

O representante da anemia mostrava a falta de homens na família, do masculino. Indicava que era necessário  representar os avôs da criança e também os bisavôs (toda a linhagem masculina). A mãe da criança havia perdido o pai aos oito anos de idade. 

Ao serem colocados representantes para o avô e para o bisavô e após a mãe  da criança poder olhar para o representante de seu pai, a representante da criança consegue ganhar força e a anemia se transforma em algo positivo para a criança.

Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas constelações, constelações quânticas.
+55 11 991388-8337 

(1) Brigitte Champetier des Ribes
(2) BERT HELLINGER , Frankfurt, 2014

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Algumas reflexões sobre a boa consciência, a exclusão e o pertencimento.

Venho observando um aumento crescente da radicalização, da polarização e da intolerância entre as pessoas. 

Amigos cortando relações por divergência de opiniões. 

O afastamento entre pessoas é uma forma silenciosa de violência e de exclusão. 

"Sentir-se maior ou melhor do que o outro é o principio de todas as guerras" (Bert Hellinger)

Um caldeirão efervescente de pessoas dizendo NÃO. Criticando, julgando rejeitando, excluindo, se indignando, desqualificando. 

Políticos e pessoas dizendo não à inclusão ao rejeitar imigrantes ou pessoas de outras culturas e pensamentos, rejeitando, criticando julgando os que não pensam ou  agem da mesma forma que os de seu grupo, sentindo-se "bons", "corretos" confortáveis e seguros neste sentimento de pertencimento pequeno, limitado. 

Quando não aceitamos o outro, o diferente, como é estamos excluindo. E nos sentimos bem e seguros. Agir de acordo com as normas do nosso grupo nos dá uma sensação de conforto e inclusão. Ao contrário, quando violamos ou transgredimos as "normas" nos sentimos desconfortáveis, culpados e vulneráveis.

Só crescemos e nos tornamos adultos quando podemos nos abrir para um mundo de verdadeira inclusão aceitando tudo e todos como são, mesmo os totalmente diferentes no agir e pensar. 

Tudo é energia e para ser gerada a energia precisa de um polo negativo e um positivo. Podemos dizer que tudo é necessário e foi pensado e desejado da forma que é para criar mais energia e possibilitar mudanças, crescimento, evolução.
 
As crises ocorrem quando nos desviamos do nosso propósito de vida e têm como objetivo abrir caminho para as mudanças. 

Na trama social e política as crises são um indicio de que aquela sociedade se desviou de seu proposito, de seu objetivo e as crises vão possibilitar as mudanças necessárias para a sua transformação.  

Devemos portanto ser gratos às crises e aos que agem de forma as vezes condenáveis para que elas ocorram. 

Aqueles cujas ações fomentam e desencadeiam as crises, (os considerados "maus", os violentos, os corruptos,) estão a serviço de propiciar as crises necessárias a evolução da sociedade. São olhados de maneira ruim pelos que não compreendem sua contribuição. E
 têm um destino difícil.

Ao contrario do que comumente se acredita, deveriam ser objeto de nosso respeito e profunda gratidão.


Marcia Paciornik