terça-feira, 18 de abril de 2017

Ordens do amor: pertencimento

Pertencer é um dos anseios mais primordiais dos seres humanos. Remonta ao período em que, para sobrevivermos, era necessário fazer parte de uma tribo, um clã. Se alguém era expulso ou abandonado, morria. 

Isto desenvolveu na especie uma necessidade tão forte de pertencimento que, para fazer parte, fazemos instintivamente qualquer coisa. 

Acima de tudo, buscamos nos manter fieis e dentro dos limites dos princípios e valores dos grupos aos quais pertencemos principalmente aos da nossa família. 

Em alguns casos, ser fiel a estes princípios e valores exige ações extremas e até violentas e quem as comete sente-se correto, bom, sem culpa i.é com "boa consciencia" pois é o certo no grupo, ou família, ao qual pertence.

A compreensão sobre a necessidade de pertencimento e seus efeitos foi uma das grandes contribuições do terapeuta e filosofo Bert Hellinger, em especial para o processo de entendimento, paz e conciliação entre as pessoas. 

Quando nos sentimos pertencendo, ou quando damos lugar aos excluídos do nosso sistema familiar, promovemos intensos movimentos de cura pessoal e sistêmica. O mesmo ocorre quando olhamos com benevolencia para aqueles que são diferentes ou que pensam diferente de nós e os aceitamos como são,  com o mesmo direto de pertencer. Mesmo deferentes. 

Fazer uma constelação nos permite olhar para as dificuldades que temos em relação ao pertencimento, ampliar nossa consciencia restrita e dar um lugar no coração aos excluídos do nosso sistema familiar. 
Nos abre para a vida e para o pertencimento. 

Marcia Paciornik.
Maestria em Constelações Familiares

+55 11 991388-8337 



quinta-feira, 6 de abril de 2017

O que esperar de uma constelação?

As constelações são uma ferramenta fenomenológica que permite identificar os vínculos arcaicos aos quais estamos presos. 

Recebemos dos nossos antepassados além das suas características físicas muitos traços emocionais. A Epigenética mostra que temos um DNA emocional através do qual recebemos informações sobre emoções vividas por antepassados.

Sem saber vivemos como alguns antepassados viveram. Reproduzimos suas limitações, sofrimento, sentimento de dor, impotência, raiva, luto, expiação, culpa e isto limita a nossa vida. Este fenômeno é denominado de lealdade invisível.

Uma constelação possibilita ver a quais lealdades estamos vinculados ou "presos" e fazer movimentos para possibilitar a liberação. Podemos liberar as emoções que estas lealdades nos trazem e entrar em um processo de cura. 

Quando alguém assiste a uma constelação e observa os representantes movidos pela energia do campo de informação pode pensar que se encontra diante de algo mágico, místico ou milagroso. 

A consequência disto é a pessoa esperar resultados igualmente mágicos, místicos ou milagrosos. Muitas vezes os resultados são, de fato, imediatos. Observa-se em poucas horas ou em dias mudanças extraordinárias em situações muitas vezes complexas, difíceis e que vinham se perpetuando ou se repetindo por muito tempo (conflitos, bloqueios, emoções negativas como depressão, angustia e ansiedade...). Inclusive em questões relacionadas com a saúde. Em outros casos são necessárias outras constelações ou mesmo outras abordagens terapêuticas.

É comum se observar, após uma constelação, mudanças sutis e/ou pequenos movimentos de mudança que continuam a repercutir na vida das pessoas ao longo de algumas semanas ou até meses sem que elas sequer associem estas mudanças ou movimentos de desbloqueios com a constelação realizada. Pode ocorrer, por exemplo, que um sintoma muito antigo diminua consideravelmente ou mesmo que desapareça. Ou que talvez que se abra a possibilidade de um sintoma já diagnosticado por vários médicos sem sucesso de cura seja diagnosticado como algo totalmente diferente e possa ser curado. Alguns casos me veem à memória: de uma pessoa com uma tosse por refluxo cuja tosse diminuiu consideravelmente após a constelação e, meses depois, ao fazer nova endoscopia, constatou-se uma melhora considerável do quadro causador do refluxo. Outro de uma pessoa com alopecia geral que uns quinze/ vinte dias após uma constelação informou estar observando um crescimento de pelos. 

Poderia citar muitos casos onde as mudanças foram imediatas e completas e outros tantos nos quais as mudanças/ curas foram mais modestas, mais sutis e outros nos quais percebemos que havia ainda questões a serem olhadas e eram necessárias outras constelações ou abordagens. Ou seja, era necessário olhar outros vínculos, ou conflitos, ou decisões precoces adotadas antes de se obter resultados de cura mais significativos.

Quando outra constelação se faz necessária é possível que a questão colocada tenha sido muito genérica ou que algo da vida presente da pessoa não esteja sua sintonia com a consciência familiar e com seu destino (um trauma que não foi integrado ou uma culpa que não foi assumida). 

Nestes casos o uso de outras ferramentas terapêuticas é indicado. Também é pouco eficaz fazer varias constelações sem um propósito muito claro. Conhecemos os vínculos e enredamentos apenas através de efeitos, por isto a recomendação é sempre constelar um tema ou questão do presente. Algo cujo efeito já esteja se fazendo sentir na nossa vida. Uma dificuldade atual, um bloqueio presente, um sentimento de hoje, algo que se repete e atrapalha nossa vida pessoal, afetiva ou profissional.

Um caso que me ocorre é de uma pessoa que constelou uma alergia na pálpebra. No final da constelação o representante da alergia estava deitado no chão e o representante da pessoa sentado ao seu lado. Com muito esforço de decisão da pessoa ao escolher a vida pouco a pouco sua representante também se movimentou em direção à vida. No dia seguinte ela relatou uma considerável melhora da alergia e dois dias depois a mesma havia retornado. Considerando a relutância de sua representante de “abandonar” a alergia ficou claro que havia outra questão que a ligava a esta alergia e que não tinha ficado evidenciado na constelação: um conflito, um ganho secundário... O passo seguinte foi identificar qual era esta questão. O que também percebemos é que quando existem fortes movimentos de rejeição do sintoma constelado (a pessoa quer que o sintoma desapareça logo) o sintoma pode até num primeiro momento aumentar pois tudo o que rejeitamos aumenta, cresce.  
Às vezes outros fatores interferem impedindo o bom resultado de uma constelação: falta de centramento ou intenção na ação dos representantes, usurpação pelos representantes ou pelo facilitador do lugar do cliente ou dos ancestrais (isto ocorria principalmente nas constelações realizadas anteriormente quando as frases de cura eram faladas pelos representantes). Atualmente, com a introdução das Novas constelações e das constelações quânticas, o facilitador apenas catalisa a energia do campo, os representantes não se manifestam e só podem atuar a partir de alto grau de centramento diminuindo estes riscos.

Acontece às vezes de constelações serem realizadas com crianças, jovens ou adolescentes. Hoje sabemos que as crianças, antes de alcançar sua autonomia, levam o destino de seus pais. Assim apenas seus pais ou avós podem constelar por elas. A cura através das novas constelações está na decisão e no firme proposito de a pessoa deixar os seus vínculos e lealdades arcaicos e estar no seu eu adulto, no presente. Esta decisão só pode ser tomada por um adulto autônomo. E que a pessoa tem a liberdade de decidir ou não soltar o passado ou permanecer presa a ele.

É bom fazer várias constelações? Inicialmente Hellinger dizia que devíamos nos constelar apenas uma vez na vida. Após um tempo que era preciso esperar um mínimo de dois meses entre cada constelação. Mais recentemente já não define um prazo ou frequência. A psicóloga, consteladora e diretora do Instituto de Constelaciones Familiares, Brigitte Champetier des Ribes, diz: “o que observo é que não há regra. A miúdo temos que deixar passar um tempo depois da primeira constelação. Outra observação é que os prazos estão diminuindo muito”.
Quando perguntada sobre se seria necessário acreditar ou não para fazer uma constelação Brigitte esclarece: “No, en absoluto. Más bien, el trabajo con constelaciones va a despojarnos de nuestras creencias arcaicas – creencias elaboradas cuando éramos pequeños para aliviarnos del miedo, de la soledad o de la culpa y creencias por fidelidad a nuestro sistema, creencias que nos permiten sentirnos miembros de una familia, una clase social, una historia. Nos damos cuenta, conforme crecemos, de que vamos abandonando las creencias restrictivas, elitistas, excluyentes: “esto está bien, hay que hacer esto, eso es bueno, eso es bonito, eso es valioso,…” Con estos juicios rechazamos por “malos, feos o despreciables” a todos los que no cumplen con nuestras exigencias. Y vamos adoptando creencias “incluyentes”: todo ser humano merece ser respetado, todo ser humano merece compasión… (Las constelaciones, terapia cuántica por excelencia, nos acerca a otra dimensión, de la misma manera que lo hace la física cuántica: la energía es pensamiento en acción. Somos energía. Somos pensamiento en acción, ¿de donde viene este pensamiento? Estamos organizados en sistemas (sistema corporal, sistema familiar, sistema de salud, sistema económico, etc…) ¿Este pensamiento es pre sistémico? A través de la representación física de las personas de una familia Hellinger pudo darse cuenta del significado del movimiento de estos representantes: existe un nivel de movimiento, muy lento, muy profundo, anterior a las emociones que es la manifestación de las fuerzas invisibles, inconscientes que dirigen los vínculos entre vivos y muertos. Las constelaciones son la representación gráfica de unas dinámicas que superan nuestra comprensión racional. Las definiciones como creyente, ateo, esotérico no tienen mucho significado en este contexto, pues sólo se trata de observar y descubrir. Y para observar y descubrir, para “reconocer lo que es”, no queda más remedio que despojarse un momento de las convicciones anteriores.” 

Se gostou ou tem alguma duvida ou questão por favor nos envie seus comentários ou perguntas. Um abraço. 

Marcia Paciornik. Maestria em Novas Constelações
+55 11 991388-8337 

Escrito com base em cursos e textos de Brigitte Champetier de Ribes.


domingo, 19 de março de 2017

Ter ou não filhos, gravidez e parto.

Quando existe um desejo de engravidar que não se realiza, uma mulher perde seus bebes nos primeiros meses de gestação ou algum dos membros de um casal casal não deseja ter filhos, existe sinalização de algo a ser "curado". 

Biologicamente somos programados para a reprodução pois é dela que depende a continuidade da nossa especie.

Na abordagem sistêmica, as  dificuldades que as pessoas enfrentam em alguma área da vida (saúde, trabalho, relacionamentos) apontam para algo não foi integrado ou foi excluído ou rejeitado inconscientemente. 

Em varias destas situações observa-se que a pessoa com a dificuldade esta reproduzindo, inconcientemente,  alguma emoção, decisão ou comportamento que teve origem em uma situação difícil ou dolorosa que está gravada no DNA emocional da família. 

A psicogenética nos mostra que  os descendentes de vitimas ou autores de crimes, maus tratos, abusos, exclusões, guerras, podem sentir estes mesmos medos, raivas, traumas  desejos de vingança,  sentimentos de exclusão ou rejeição e outras emoções, sem que isto faça sentido em sua vida.

Estas foram algumas das descobertas 
inovadoras que vem sendo realizadas por pesquisadores desde  meados do seculo passado. Entre estes do psicoterapeuta e filosofo Bert Hellinger, que nos presenteou com as constelações/configurações familiares. 

Através desta abordagem, é possível identificar de onde provêm as dificuldades e iniciar  movimentos de cura. As mulheres ou os casais que desejam ter filhos e têm dificuldades consegui-lo e as pessoas que afirmam não querer ter filhos podem obter com um diagnóstico das possíveis causas.

O diagnóstico é realizado utilizando uma "constelação familiar" e também pode ajudar a diagnosticar, e superar, possíveis dificuldades que possam ocorrer durante a gestação, afetar a vida do feto ou mesmo o próprio parto. 

Muitas vezes, durante a constelação, observa-se  que a pessoa com dificuldades para engravidar, ou que não deseja ter filhos, está inconscientemente ligada a mulheres do seu sistema familiar que morreram no parto, sofreram abusos ou cujos filhos morreram ao nascer ou muito pequenos.

Muitas pessoas perguntam se é conveniente uma mulher grávida fazer uma constelação. A resposta é sim. É muito bom tanto para a mulher quanto para o bebê, principalmente para o bebê. 

No período da gestação, devido à simbiose com a mãe, o feto é sensível e perceptivo a todos os vínculos da família e dos pais. O filho ou filha primogênito/a, por ser o primeiro/a, vai se vincular emocionalmente com as principais lealdades sistêmicas dos pais. 

Também é muito bom que os pequenos fetos possam passar por todas as liberações possíveis através de uma constelação. Isto se torna ainda mais valioso quando, durante uma gravidez, ocorre algo grave na família: um acidente, o falecimento de alguém próximo (pai,avós...) 

Brigitte Champetier de Ribes (1) uma das mais atuantes e importantes formadoras e teóricas da linha de trabalho iniciada por Bert Hellinger é enfática ao afirmar que constelar o parto é muito benéfico, sobretudo se a mãe tem medo. 

Na experiência dela “quando se constela um parto pode-se observar que muitas vezes surgem interferências de um ou mais mortos do Sistema Familiar ou de alguém que quer reter o bebe ou a mãe, ou separar a mãe ou o bebe. Estes movimentos, observados durante a constelação, se traduzem em dificuldades na vida real. Ao final da constelação, quando a mãe o pai e o bebê se encaminham juntos para a vida, pode-se saber que o parto será normal”.

No caso da concepção assistida, da mesma forma que na adoção, há um destino de esterilidade que precisa ser assumido profunda e incondicionalmente, para que toda solução seja vista com bons olhos pelo sistema familiar. 

Se apenas um dos dois é estéril a consciência familiar do outro fará o possível para que este tenha um filho biológico (através de uma separação ou de uma infidelidade). 

Quando se utiliza de um doador de espermatozoide ou de óvulo, este doador vai se tornar a / o nova/o parceira/o para sempre. O que, com frequência, provocará uma separação. 

Os embriões descartados ou congelados necessitam ser vistos e acolhidos no coração pelos pais como seus filhos. Caso contrário um irmão/ã que venha a nascer viverá em fidelidade com eles e não vai se permitir desfrutar a vida. 

Para o Inconsciente familiar não existe diferença entre um embrião ou um feto: todos são humanos. Estes embriões necessitam muito deste reconhecimento. São forças de vida e alguns se ressentem de não poder seguir este impulso de vida. Outros têm medo de voltar a serem abandonados. Os congelados estão paralisados, mas conscientes e têm pânico de voltar a este estado.

Quando a opção é pela barriga de aluguel se cria uma nova relação mãe e filho. A mãe e o pai primeiro têm que tirar o óvulo ou o embrião de seu território e isto marca muito profundamente este filho que se sentiu rejeitado e abandonado pelos seus pais biológicos. 

Ao ser recolhido e salvo por outra mulher com a qual mantém um intercambio celular, hormonal, emocional etc. sentem que aí está sua segurança. Esta é sua mãe. Com os outros dois sua sobrevivência está em perigo. O sistema familiar da mãe gestante adota ao feto, o transforma em um filho seu.  E este filho já não reconhece a família biológica como sua. Se o separam de sua mãe gestante, viverá um segundo abandono e seu sistema não reconhecerá aos pais biológicos, os tomará por adotivos.

Espero que este texto tenha sido útil. Sinta-se a vontade para comentar e compartilhar.


Marcia Paciornik.
Maestria em Novas Constelações/ Constelações Quânticas
Capacitação em Movimentos Essenciais
+55 11 991388-8337 


(1) Brigitte Champetier des Ribes é diretora do Instituto de Constelaciones Familiares (Insconsfa), autora de vários livros, formadora das novas constelações e teórica e difusora da metodologia e filosofia de Bert Hellinger.

Texto escrito com base no curso e texto do curso on line “ Embarazo, fetos, embriones” do instituto de constelaciones familiares por Brigitte Champetier de Ribes. www.insconsfa.com

terça-feira, 14 de março de 2017

A nossa força vem do pai.

Do pai e do ramo biológico paterno recebemos  força e capacidade de aceitar a realidade.  

As pessoas que  não aceitam o seu pai incondicionalmente como ele é ou foi, mesmo que tenha sido um pai ausente ou desconhecido, não dispõem de capacidade para enfrentar o mundo, as dificuldades, a realidade. Sobretudo, não conseguem se realizar no trabalho e na profissão. 

Nos casos mais severos, isto pode resultar em anemia dos mais diversos graus, depressão, em distúrbios mentais diversos,  dificuldades e bloqueios.

"Restaurar nossa visão do pai é fundamental se queremos estar na força da energia que nos levará ao sucesso. Nos abre a firmeza e a realização no trabalho. 

Uma pessoa que "tomou" o pai nunca é violenta. É firme. Mas não é cruel. O violento segue na simbiose com a mãe. Não vê a realidade. Quem é violento não quer agir. Justifica que a realidade não é como é, tem que ser destruída. 

Quando pode tomar o pai (se abrir a ele como é ou foi e toma-lo no coração) pode ver que há uma ação possível. Mas isto exige humildade, exige atuar. Quem é violento não está disposto a soltar a humildade. Não tomar o pai tem a ver com utilizar a violência, o abuso e a corrupção. No sentido de não querer ver a realidade como ela é".(1) Brigitte Champetier des Ribes


"Muitas mulheres estão presas (através de vínculos de compensação arcaica, infantis), a tragédias familiares onde houve muito sofrimento e dor para as mulheres. Quando em gerações passadas ocorreram abusos de poder ou físicos, maus tratos, desrespeito, mulheres obrigadas a casar muito jovens ou com parceiros que não desejavam, descendentes destas mulheres podem viver em suas vidas “espelhos” destas situações. 

Estes vínculos às impedem de, no presente, viver uma relação de casal de forma adulta e muitas vezes a desprezar ou rejeitar inconscientemente, o masculino, o homem o parceiro. 
Isto resulta em muitas dificuldades e bloqueios na relação de casal e, em muitos casos, estas mulheres dificultam a relação dos filhos com os pais, quando não os subtraem da sua convivência". 
(1) Brigitte Champetier des Ribes

Muitas acusações de agressão, ou violência que as mulheres fazem contra seus parceiros, sejam em relação a si mesmas seja em relação aos filhos, podem ter origem nestes vínculos. 

Quem é o excluído mais frequente nas famílias? O pai! Pelo motivo que seja a mãe tende a atrair os filhos para ela afastando-os do pai. O que se rouba dos filhos então? Se lhes subtrai do mundo e logo da vida. Os filhos entram em relação com o mundo unicamente através de seu pai. No passado, isto era de domínio público: o pai tinha que ser sólido e realista. Somente  desta maneira podia ser garantida a sobrevivência da família. O que sucede a muitos filhos hoje em dia que tem que crescer sem seu pai? Por exemplo, porque sua mãe está separada do pai e os filhos devem permanecer no ambiente  materno geralmente separado de seu pai. Permanecem com os pés na terra? Ou não se relacionam com o pai e portanto tampouco com o mundo? Qual é o resultado final? Que os filhos fiquem zangados com sua mãe. A paz foi rompida dentro do seio da família.  Como se pode restaurar esta paz novamente? Aonde está a paz? Está entre os pais  e os homens. De quem vem a paz nas famílias? Dos pais. Quando reina a paz na família, todo o mundo está feliz, inclusive as mães e seus filhos.”   BERT HELLINGER , Frankfurt, 2014

Em uma constelação facilitada por Brigitte Champetier de Ribes, em Córdoba, Argentina , com um jovem casal cuja filha de dois meses estava internada com anemia severa, foram configurados inicialmente o pai, a mãe, a anemia e a criança. 

O representante da anemia mostrava a falta de homens na família, do masculino. Indicava que era necessário  representar os avôs da criança e também os bisavôs (toda a linhagem masculina). A mãe da criança havia perdido o pai aos oito anos de idade. 

Ao serem colocados representantes para o avô e para o bisavô e após a mãe  da criança poder olhar para o representante de seu pai, a representante da criança consegue ganhar força e a anemia se transforma em algo positivo para a criança.

Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas constelações, constelações quânticas.
+55 11 991388-8337 

(1) Brigitte Champetier des Ribes
(2) BERT HELLINGER , Frankfurt, 2014

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Algumas reflexões sobre a boa consciência, a exclusão e o pertencimento.

Venho observando um aumento crescente da radicalização, da polarização e da intolerância entre as pessoas. 

Amigos cortando relações por divergência de opiniões. 

O afastamento entre pessoas é uma forma silenciosa de violência e de exclusão. 

"Sentir-se maior ou melhor do que o outro é o principio de todas as guerras" (Bert Hellinger)

Um caldeirão efervescente de pessoas dizendo NÃO. Criticando, julgando rejeitando, excluindo, se indignando, desqualificando. 

Políticos e pessoas dizendo não à inclusão ao rejeitar imigrantes ou pessoas de outras culturas e pensamentos, rejeitando, criticando julgando os que não pensam ou  agem da mesma forma que os de seu grupo, sentindo-se "bons", "corretos" confortáveis e seguros neste sentimento de pertencimento pequeno, limitado. 

Quando não aceitamos o outro, o diferente, como é estamos excluindo. E nos sentimos bem e seguros. Agir de acordo com as normas do nosso grupo nos dá uma sensação de conforto e inclusão. Ao contrário, quando violamos ou transgredimos as "normas" nos sentimos desconfortáveis, culpados e vulneráveis.

Só crescemos e nos tornamos adultos quando podemos nos abrir para um mundo de verdadeira inclusão aceitando tudo e todos como são, mesmo os totalmente diferentes no agir e pensar. 

Tudo é energia e para ser gerada a energia precisa de um polo negativo e um positivo. Podemos dizer que tudo é necessário e foi pensado e desejado da forma que é para criar mais energia e possibilitar mudanças, crescimento, evolução.
 
As crises ocorrem quando nos desviamos do nosso propósito de vida e têm como objetivo abrir caminho para as mudanças. 

Na trama social e política as crises são um indicio de que aquela sociedade se desviou de seu proposito, de seu objetivo e as crises vão possibilitar as mudanças necessárias para a sua transformação.  

Devemos portanto ser gratos às crises e aos que agem de forma as vezes condenáveis para que elas ocorram. 

Aqueles cujas ações fomentam e desencadeiam as crises, (os considerados "maus", os violentos, os corruptos,) estão a serviço de propiciar as crises necessárias a evolução da sociedade. São olhados de maneira ruim pelos que não compreendem sua contribuição. E
 têm um destino difícil.

Ao contrario do que comumente se acredita, deveriam ser objeto de nosso respeito e profunda gratidão.


Marcia Paciornik

sábado, 14 de janeiro de 2017

O que está por trás das dificuldades, bloqueios, comportamentos repetitivos?



O inconsciente é dez vezes mais poderoso do que nossa vontade consciente! 

Isso significa que se uma pessoa deseja se casar e ao, mesmo tempo, possui um registro inconsciente que diz: “EU NÃO QUERO ME CASAR” o que vai dominar é a intenção inconsciente. Como resultado ela irá atrair pessoas que não estão disponíveis para relacionamentos ou para compromissos.

Através da terapia sistêmica, utilizando o método da Constelação (configuração) Familiar, pode-se identificar  os vínculos inconscientes que mantêm uma pessoa "emaranhada" com "desordens" do seu sistema familiar e impedem que a sua vida (amorosa, financeira, pessoal, profissional) flua positivamente.

A abordagem sistemica, e fenomenologica, possibilita identificar, superar ou tornar mais e fáceis e leves diversas dificuldades: 

  • Relacionamento ou conflitos entre os membros da família ou casais. 
  • Sentimentos de agressividade, culpa, medo, tristeza, ansiedade, depressão, pânico.
  • Para engravidar.
  • Sintomas e doenças.
  • Relacionadas à empresas, colaboradores, projetos ou negócios, heranças.
O que este método tem de diferente? 

Bert Hellinger, o psicoterapeuta e filosofo que intuiu e desenvolveu esta terapia, observou que somos influenciados e guiados, sem nos dar conta, por diversos campos de consciencia. 

Através de seu trabalho terapeutico concluiu que atuamos sob a influencia dos campos de consciencia dos sistemas aos quais somos vinculados (familia, empresa ou orgão que trabalhamos,  país no qual nascemos e /ou vivemos. Só para citar alguns). 

Estes campos atuam sobre nós e influenciam nosso comportamento, atitudes, sentimentos e emoções sem que tenhamos conciencia de que estamos sob sua influência de atuação.

Segundo Hellinger, todos os sistemas são regidos por "leis" invisiveis e campos que atuam sobre nós, da mesma forma que a gravidade atua sobre a terra. Uma destas "leis" é a do pertencimento. 

Esta lei determina que todos os membros de um sistema ou grupo tem o mesmo direito a pertencer. Ninguem pode ser excluido (excluido no sentido mais amplo: esquecido, desqualificado, desprezado, olhado de maneira depreciativa). 

Quando um membro ou uma determinada situação são "excluidos" por um ou mais dos integrantes de um sistema , a conciencia grupal, que não admite que nada nem ninguem sejam excluidos,  vai fazer algo para propiciar a sua reinclusão.

O sistema corre o risco de perder sua integridade e continuidade se esta exclusão não for revertida!

Como ela faz isto? 

Ela se "impõe" sobre um jovem do sistema e faz com que ele  repita este comportamento ou sentimento. É sua forma de  "chamar a atenção", alertar: olha tem algo ou alguem que foi desprezado, excluido, esquecido, desqualificado ou olhado de maneira ruim. 

Bert chama estes comportamentos "herdados" de lealdades ou fidelidades ocultas ou invisiveis de intrincações ou "emaranhamentos". 

Sabe quando, sem saber por que razão, agimos ou nos comportamos de uma maneira incompreensivel ou não conseguimos deixar de agir de um determinado modo? 

Pois é, saiba que, quando agimos de forma incompativel com uma situação,  estamos sob influencia do campo de conciencia grupal. 

Por isto a descoberta de Bert é revolucionaria e trouxe a possibilidade de cura para dificuldades e bloqueios que até então se mostravam incuraveis ou de tratamento extremamente longo com pouco ou nenhum resultado. 

Muitos conhecem casos de pessoas que dizem estar fazendo análise ou psicoterapia ha muitos anos e ainda sofrem de limitações e bloqueios. 

As terapias psicoterapicas são extremamente valiosas e atuam de maneira muito eficaz quando se trata de limitações, dificuldades e bloqueios que tem origem no campo da conciencia pessoal, da personalidade. Mas não atingem as questões ou dificuldades trazidos ou com origem na consciencia grupal.  

Esta é a grande contribuição da abordagem sistemica!

Quando estamos agindo sob a influencia da consciencia grupal é necessário falar uma linguagem que seja compreensivel para esta conciencia. Uma linguagem  ritual, corporal de poucas falas e frases curtas. Não se atinge a consciencia grupal com a linguagem mental.

Este é a linguagem das constelações (ou para utilizar a palavra correta de Hellinger das "configurações"). 


Marcia Paciornik
Maestria em Novas Constelações Familiares pelo Instituto de Constelaciones Familiares, Brigitte Champetier des Ribes
Capacitação em Movimentos Essenciais com Claudia Boatti.

Atendimento on line. 

55-11-99138- 3337  




quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Novas Constelações: No centro sentimos leveza


Quando: Dia 11/01 as 19:30 horas 

Onde: Av. Angelica 1189 São Paulo

Quem: Facilitadora Marcia Paciornik. Maestria em Novas Constelações pelo Instituto de Constelaciones Familiares Brigitte Champetier des Ribes

Tema: No centro sentimos leveza. A importância de estar no centro. Como fazer para atingir e se manter no centro. Exercicios e práticas. 

Constelação de temas dos participantes interessandos.

Para mais informações, se inscrever seja para constelar ou para participar ligar ou enviar mensagem para 11-991388337.

"As constelações são a representação gráfica de umas dinâmicas que superam nossa compreensão racional...Se trata de observar e descobrir".Brigitte Champetier de Ribes

O que constelar (configurar)? Qualquer questão que esteja dificultando ou bloqueando sua vida atual. Um evento repetitivo em sua vida, traumas, medos, ansiedades...

O SISTEMA FAMILIAR SE ORGANIZA DE ACORDO COM UMA ORDEM E CADA PESSOA QUE PERTENCE AO SISTEMA TEM UM LUGAR PROPRIO DE ACORDO COM SUA ORDEM DE CHEGADA. QUANDO AS PESSOAS ESTÃO NO SEU LUGAR RECEBEM O FLUXO DE ENERGIA E A FORÇA QUE PRECISAM PARA SUA VIDA SER BEM SUCEDIDA, PLENA E REALIZADA.
O que é uma constelação familiar (a origem do termo é configuração familiar, ou seja, como se posicionam as pessoas em uma família)?
É uma ferramenta terapêutica que trata os conflitos pessoais, familiares, de trabalho ou de empresas /organizações através da representação ou da visualização de imagens. O seu principal objetivo é obter a reconciliação entre os envolvidos.
Este método foi criado por Bert Hellinger nos anos 80 após ter estudado varias técnicas terapêuticas (psicanálise, Gestalt, psicodrama, analise transacional, Modelo de processo de mudança, terapia primal e enfoque sistêmico).
Segundo Hellinger os sistemas familiares são regidos por três leis naturais (pertencimento, hierarquia e compensação).

O objetivo das constelações é identificar a origem das dificuldades, os vínculos de lealdade ao sistema familiar e os desequilíbrios existentes nas ordens naturais, que as pessoas trazem para a terapia com a ajuda dos representantes. Estes, uma vez posicionados, percebem as sensações daqueles aos quais estão representando mesmo que não tenham tido nenhum contato anterior através da ressonância com o campo de memoria do sistema familiar.
Durante uma constelação pode-se observar o que aconteceu, sem julgamento, e, a partir dai, com a utilização das frases de cura, orientadas pelo facilitador da constelação liberar-se de vínculos com as fidelidades arcaicas (infantis) e iniciar os movimentos de cura. 
Isto ocorre porque muitos dos problemas, dificuldades, bloqueios que trazemos se devem a lealdades invisíveis (ocultas) que levamos por amor infantil ao sistema familiar.
O que constelar (configurar)? Qualquer questão que esteja dificultando ou bloqueando sua vida atual. Um evento repetitivo em sua vida, traumas, medos, ansiedades...
Facilitadora Marcia Paciornik
Maestria em Novas constelações e Certificado de Capacidad Consteladora pelo Instituto de Constelaciones Familiares Brigitte Champetier des Ribes

+55 11 991388337

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Relato de um caso

R. R . (Homem com idade na faixa de 60 anos, casado, no terceiro casamento, com vários filhos e netos). 
Indicado por um dos filhos o cliente marcou uma consulta individual. No dia marcado, chegou adiantado, ansioso, falando muito, inquieto...
Conversarmos alguns minutos para delimitar e definir com clareza seus seus objetivos e dificuldades e esclarecer a forma de trabalho.
Orientei que ele focar principalmente em questões que afetassem, bloqueassem ou dificultassem a vida atual.
Ele relatou dificuldades de relacionamento com a mãe, financeiras, de trabalho, com a esposa atual, com os filhos, com a ex-esposa, muita ansiedade, raiva, nervosismo, inquietação e impaciência.
Perguntei qual a questão ele gostaria de olhar primeiro e internamente veio que teríamos que olhar a relação dele com a mãe. Com o que ele concordou. Esclareceu que seu relacionamento com a mãe sempre fora muito difícil, tenso com muito ressentimento e  agressividade mutua. O fato de ela estar com quase 90 anos , adoentada e ele estar hospedado na casa dela fazia desta uma questão de fato prioritária.
Conversamos um pouco sobre as ordens do amor, expliquei de forma sucinta como, devido a estas leis naturais, cabe aos filhos tomar os pais incondicionalmente como são. Apenas desta forma os filhos conseguem se abrir para o fluxo de receber o amor e as benesses da vida (o êxito, a abundancia, a realização, a saúde, o amor, o relacionamento afetivo...).(1)
Na constelação que realizamos a a representante da mãe olhava apenas para o chão com os olhos cerrados (indicando que ela não estava disponível mas emaranhada a mortos do sistema familiar) o representante do cliente tinha os punhos cerrados e não olhava para um ponto situado ao lado da mãe também no chão (indicando que também o filho estava preso ao passado) Em resumo nem a mãe nem o filho estavam disponíveis para a vida ou para um relacionamento como mãe e filho. 
Após esta primeira sessão ele relatou que ao chegar na casa da mãe ela havia reagido de forma completamente diferente com ele. E ele também se sentia diferente em relação a ela. A animosidade havia diminuído consideravelmente. Ambos conseguiam se relacionar de forma mais harmoniosa.
Alguns dias depois o convidei para participar de um workshop de constelações em grupo. Durante a rodada inicial de apresentação inicial na qual cada participante se apresenta e fala um pouco sobre si (se assim o desejar) ele após se apresentar falou que havia se surpreendido com o resultado já obtido e disse: “Minha surpresa foi tanta que eu me perguntei que mágica é esta”?
Confesso que após ter assistido a muitas transformações como resultado de constelações eu mesma, às vezes, ainda me faço esta pergunta. A única diferença é que sei que não se trata de mágica, mas algo perfeitamente explicável e aplicável segundo as leis sistêmicas e às ordens naturais ou leis do amor descritas por Bert Hellinger.
Realizamos um total de seis consultas individuais e duas constelações em grupo. Foram olhadas questões relacionadas com o pai, dificuldades no relacionamento com os filhos,  com a ex- esposa, com a esposa atual, no trabalho, impaciência, raiva e ansiedade. 
Em uma consulta de avaliação realizada após três meses ele relatou melhoras significativas no relacionamento com a ex-esposa, com três dos filhos com os quais não se relacionava, em relação ao trabalho. 
A esposa que estava presente, relatou melhoras significativas no relacionamento logo no inicio e depois uma gradativa piora. A relação com a mãe, apesar de melhor, ainda apresentava dificuldades. Perguntei se gostariam de olhar para estas questões e com a sua concordância realizamos alguns movimentos.
Em uma avaliação realizada dois anos depois da primeira consulta as mudanças relatadas foram: melhora significativa no relacionamento com a atual esposa, um relacionamento mais harmonioso com a mãe, menos raiva e impaciência, voltou a se relacionar com dois dos filhos dos quais estava afastado, tinha voltado a estabelecer um relacionamento harmonioso com a ex-esposa e mãe de seus filhos com a qual não falava e estava trabalhando.


Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas Constelações
Orientação e alinhamento sistêmico. Novas constelações familiares, quânticas e empresariais.
Atendimento individual e em grupo, presencial e on line.
+55 11 991388-8337 


(1) Los padres dan la vida, los hijos la toman, incondicionalmente. Así toman incondicionalmente a sus padres. Después el hijo toma también incondicionalmente todo lo que los padres dan además de dar la vida: la herencia familiar, lo que los padres hicieron con esta herencia y lo que lograron ser y hacer con esta misma herencia, y, todo lo que hicieron para el hijo/a. El hijo honra el regalo tomado: a la vida y todo lo que le acompaña. La familia es una comunidad de destino: todo lo que afecta a uno afecta a todos. El respeto de los órdenes del amor permitirá la compensación de las desgracias, pero existe un orden arcaico, él del amor ciego e infantil, del pensamiento mágico del bebé que hace que los pequeños digan inconscientemente a sus mayores “yo como tú”, “te sigo en la enfermedad, en la muerte, en la desgracia, etc”, “mejor que sea yo que tú”, “yo antes que tú. Lo dicen por amor arcaico, infantil, arrogándose el destino de sus mayores. Lo que sólo puede atraer más des-gracia, pues las consecuencias sistémicas del desorden, de la arrogación o usurpación de destino son siempre muy severas. La frase liberadora es “Tú por ti, yo por mí”. Brigitte Champetier de Ribes
(2) Tudo é sistêmico. Não existe destino individual. E tudo afeta todos no passado, presente e no futuro. Temos a responsabilidade individual da nossa vida, mas nossa vida está a serviço de algo maior, de sua espécie. O Sistema familiar é composto de todos os membros das varias gerações anteriores à nossa. Os Sistemas familiares são submetidos às três forças das ordens do amor e para reequilibrar o que ficou desequilibrado no passado utilizam os membros mais jovens do sistema. Os sistemas são submetidos também à memória dos campos morfogenéticos. Isto significa que tudo vai ser vivido como foi vivido no passado. Os vínculos dos mais jovens com os mais velhos se originam nas tragédias, nos traumas, nos danos não assumidos nas exclusões enfim nas “desordens”. Estes vínculos são chamados de lealdades, emaranhamentos ou intrincações. Correspondem a um mecanismo conhecido como “compensação arcaica”. Um feto, desde que é concebido, se vincula a algo que precisa ser ordenado do seu sistema familiar. Na compensação arcaica identificam-se duas dinâmicas: Ou o feto diz a um ancestral (inconscientemente): Eu como você ou eu por você; Eu levarei por você, eu pagarei por você eu sofrerei como você, eu matarei por você, eu me vingarei por você... ou um ancestral diz ao seu descendente: você por mim ou como eu (na culpa, na dor...). O feto por amor se enreda neste passado e aceita o encargo. No seu amor infantil ele não consegue dizer NÃO. Quando estamos no estado adulto podemos dizer SIM ao que nos cabe. O campo nos pede que soltemos o sofrimento. Quando crescemos transformamos o vitimismo em rebeldia. A consciência familiar nos pede para soltar o vitimismo para nos transformar em adultos. Para amar o que existe. Com isto começamos o processo de cura. Quando estamos na compensação arcaica ficamos presos à ressonância de campos de informação que registram todo o passado da espécie e dos sistemas familiares ao qual não podemos escapar. Apenas imitamos a informação. Sair da compensação arcaica é escolher a vida. A consciência familiar mistura a consciência familiar e o campo de imitação por ressonância. Quando estamos na compensação adulta podemos ter consciência desta atração e “prisão”. As nossas grandes decisões vão estar sempre a serviço do Sistema familiar. Nossa liberdade está limitada a isto. Ou fluímos aceitando, ou não. Dizer sim ou não é nossa única liberdade. Pela comunidade de destino tudo que afeta a um, afeta a todos. Se alguém se libera cura o que está atrás ou agrava. O sistema utiliza as crenças como metáfora do que é importante para a pessoa. As decisões importantes que tomamos são eco de algo anterior. Tudo é espelho de desordens anteriores: não ter família, bloqueios, doenças, dificuldades no trabalho, perdas financeiras etc. O QUE CAUSA DESORDENS NOS SISTEMAS? (o coloca em perigo a coesão?)  1      -      Em primeiro lugar, Excluir, rejeitar, esquecer, desprezar. Isto não é tolerado. Não importa o que a pessoa tenha feito todos têm direito de pertencer. Os sistemas são amorais. Quando excluímos colocamos a coesão do sistema em desordem e obrigamos aos menores (alguém vivo) a substituir aos excluídos. Estes são tomados ao serviço das forças sistêmicas vivendo a exclusão, a doença, o fracasso, e, por sua vez excluindo. 2      -      Ocupar o lugar de outra pessoa. Excluir obriga a ocupar o lugar de outra pessoa. A substituir ao excluído. A exclusão provoca desordens em cadeia. 3      -      Não terminar algo: ou seja, não terminar o ciclo de uma experiência. Isto ocorre por que tudo é polar: se causo dano, tenho que reparar se perco alguém, tenho que me despedir... Comportamentos repetitivos muitas vezes são um sinal de que uma pessoa esta vivenciando algo que algum ancestral não terminou de viver. Em cada geração um dos mais jovens terá que compensar até que tudo se coloque em ordem. Os pequenos estão a serviço das forças de coesão e vão receber “problemas espelhos” de desordens anteriores. Fonte: Curso “Sistemica”  do Instituto de Constelaciones Familiares Brigitte Champetier des Ribes.
(3) Quiero decir algo acerca del vínculo. Muchas desgracias tienen sus raíces en el vínculo. El niño está profundamente vinculado con su familia. Y no sólo se refiere a los padres y hermanos, sino también a los ancestros. Dado que a través del vínculo comparte el alma familiar, también participa de los destinos de esa familia. Considera que demuestra su amor compartiendo esos destinos. Es decir, que si alguien en esa familia fue asesinado, considera que demuenstra su amor por la víctima muriendo también, quizás. O si el padre se suicidó considera que el amor le pide que muera temprano, igual que él. Yo a eso lo denomino la dinámica de: "Yo te sigo". O si el niño ve que uno de los padres quiere morir dice: "Yo lo hago en tu lugar". De esa manera a través del amor y a través del vínculo continúa la desgracia. BERT HELLINGER