quinta-feira, 25 de agosto de 2016

como faço para "tomar" meus pais?

Bert Hellinger teólogo, filósofo e psicoterapeuta, observou em seus muitos anos de pratica terapêutica que as pessoas que conseguem concordar plenamente em seus corações que os pais que lhe couberam são perfeitos e certos como são e fora, sem nenhum tipo de restrição, critica, julgamento ou cobrança, tudo se abre: a saúde, o amor, a abundancia e o sucesso. 
Muitos filhos, mesmo depois de adultos, permanecem julgando, criticando, e exigindo dos pais, ou simplesmente não conseguindo se relacionar com eles de forma amorosa.
A dificuldade de se relacionar de forma amorosa com os pais torna-se uma grande fonte de sofrimento para todos os envolvidos. Com frequência os terapeutas são procurados por pessoas com dificuldade de se relacionar com os pais (mãe, pai ou ambos) e de pais que sofrem pela forma conflituosa ou difícil com a qual convivem com os filhos.
"Dos nossos pais temos o que somos e também aquilo que nos falta. Os pais nos abrem um caminho e também nos põem um limite mediante eles mesmos e mediante seu destino e sua origem, seja o que for. Se nós nos submetemos com amor neste sentido, assentindo ao destino tal como é, com todas as consequências, então é uma forma de submetimento. Mas também pode dizer-se que é entrega. Esta é uma palavra completamente diferente. Desta entrega provem grandeza. A pessoa que consegue honrar aos seus pais desta maneira pode se colocar ao lado deles no mesmo nível, e ao mesmo tempo se libera. Quer dizer que na pratica é completamente oposto ao que tememos que ocorra quando nos submetemos". BERT HELLINGER
Para Bert Hellinger os filhos devem "tomar" os pais como são, sem separar o que gostam e não gostam deles. Através da fusão dos nossos pais, exatamente como são ou foram, recebemos a vida. 
Entretanto, para muitos filhos isto é praticamente impossível. Muitos sofreram pela ausência dos pais, outros viveram situações de trauma e stress profundo.
As constelações mostram que em muitos destes casos os pais não estavam disponíveis para os filhos por alguma razão ou que os filhos, por sua vez, não conseguiam ver os pais ou estar disponíveis para eles, também por alguma boa razão. Normalmente as razões destas indisponibilidades são lealdades 
inconscientes a alguma situação do passado familiar. 
Quando alguém esta "atado" por uma lealdade  esta compensando uma desordem que alguém do sistema familiar deixou sem compensar ou terminar no passado (uma expiação, um luto, uma vingança, uma dor...). 
Quando os pais quanto e/ou os filhos estão vinculados a lealdades invisíveis ou inconscientes  os relacionamentos tornam-se difíceis, conflituosos ou simplesmente impossíveis trazendo dor e sofrimento para todos os envolvidos.
As crianças afastadas precocemente dos pais por algum motivo, ou por nascerem prematuras e ficarem separadas da mãe em incubadoras, ou por serem deixadas com avós ou outras pessoas por motivo de viagem dos pais, ou ainda o caso mais traumático das que são afastadas de seus pais “para seu próprio bem”, ou abandonadas por questões mais graves (morte, miséria etc.), ou devido a separação dos pais quando os filhos são privados da convivência com um dos progenitores, podem vir a apresentar um trauma que  Bert Hellinger denominou de movimento de amor interrompido.   
As crianças até 5 a 6 anos de idade são incapazes de processar adequadamente a dor da separação ou de compreender seus motivos  e traumatizam o evento. 
As constelações familiares mostram as lealdades invisíveis que atam as pessoas ao passado e as impedem de estar no lugar de filhos e/ou de pais possibilitando movimentos de cura. Ou iniciar a cura de "movimentos de amor interrompido".
Este realinhamento sistêmico pode se realizar em consultas individuais ou em grupo, presenciais ou on line.
Espero que este texto seja útil. 
Sinta-se a vontade para comentar ou compartilhar.
Envie suas sugestões ou duvidas para constelarparavida@gmail.com  ou mensagem para o watts app +55 11-991388337. 
Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas Constelações
Constelações familiares e quânticas e empresariais
Alinhamento e orientação sistêmicos, constelações individuais ou em grupo, presencial ou on line. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Não consigo trabalho.

A pessoa que procura um trabalho e não consegue está excluída da sociedade, vive uma situação de exclusão. Por que razão isto acontece?
Quando uma pessoa vive dificuldades e bloqueios na sua vida pode estar, sem se dar conta, repetindo padrões familiares do passado ou compensando algo do seu sistema familiar (um dano não assumido por algum antepassado próximo ou mais longínquo, honrando algum antepassado que foi esquecido, rejeitado, abandonado ou excluído). 
A forma como as pessoas imitam ou repetem padrões do passado familiar ou mostram seu respeito e honra a alguém é viver inconscientemente como esta pessoa viveu e compensar  ou terminar algo que ela não compensou ou terminou: um dano, uma expiação, uma vingança, um luto...
Quando alguém não  consegue um  trabalho pode estar sendo leal a algum ancestral que não foi apreciado, visto, reconhecido e não será visto ou reconhecido como ele. Se estiver reparando ou expiando uma culpa não terá exito.
Bert Hellinger intuiu que os sistemas vivos são submetidos a forças invisíveis que ele denominou de “forças ou leis do amor”. Estas forças são fundamentais para a sobrevivência, organização e integridade dos sistemas e quando alguma delas não é respeitada, forças invisíveis de  compensação entram em ação para reparar e compensar o desequilíbrio causado. Para compensar estes desequilíbrios a "consciencia familiar" vai atribuir a algum membro mais jovem do sistema (algum vivo) a incumbência de reviver esta situação até reequilibrar a desordem. 
Outra causa comum de não conseguir trabalho é quando a pessoa não consegue concordar com os pais que tem. Principalmente o pai.
A vida que recebemos dos pais nos impõe uma divida e só seremos bem sucedidos quando pudermos reconhecer, agradecer e honrar os pais que temos. Caso os pais tenham vindo de outros países talvez seja necessário também agradecer ao país de origem deles.
A pessoa que vive em crenças e fantasias, não aceita a realidade como é, não  esta no seu adulto, vive em estado de vitimismo e medo e terá dificuldade para conseguir trabalho e realizar-se profissionalmente.
"Tomar" como são ou foram sem separar o que gostamos ou não deles é o que possibilita aceitar a realidade como é e ter força e energia para se realizar profissionalmente. 
O êxito na vida, a saúde, o amor e a abundancia vem através da mãe e de nossa sintonia com ela. O trabalho, aceitar a realidade como é, explorar territórios vem do pai e de nossa sintonia com ele. 
"Quando abraçamos aos nossos pais juntos internamente (pai e mãe) temos tudo. Nossos projetos e empresas são expressões da nossa vitalidade e da nossa participação a serviço da vida. Nossa maneira de viver a compensação adulta, de oferecer algo criativo ao sistema familiar. As novas constelações e em especial as constelações quânticas destacam nossa responsabilidade pessoal. Uma vez que olhamos, honramos e agradecemos o problema que surge em nossa vida temos a liberdade de continuar vivendo com o que nos cabe, direcionados para a vida como ela é com toda a nossa força".(1)
As crises e os problemas indicam o que precisamos fazer para mudar. Eles surgem quando nos distanciamos da sintonia com a vida ou quando desrespeitamos uma ou varias das leis que regem os sistêmicas (hierarquia, inclusão e equilíbrio entre o dar e o receber).
Através da  constelação familiar é possível identificar as causas das dificuldades e bloqueios e iniciar o movimento de cura que deverá vir da decisão pessoal de mudar.
Sinta-se a vontade para comentar e compartilhar.
Envie suas sugestões e comentários. Em caso de duvidas enviar e-mail para constelarparavida@gmail.com

Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas Constelações
Alinhamento e orientação sistêmico, Novas constelações familiares, quânticas e empresariais.
Atendimento individual em grupo presencial e on line.
+55 11 991388-8337 


(1)  Brigitte Champetier des Ribes

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O vicio: drogas, alcool, cigarros, jogos. Como superar?


A adição (vicio) (álcool ou cocaína entre outras)  está relacionado a uma lealdade a alguém do seu sistema familiar. Frequentemente um homem desprezado, rejeitado, excluído por uma mulher. Uma lealdade ao pai ou a algum outro ancestral. Filhos cujas mães negaram acesso, desqualificaram, excluíram ou desprezaram o pai.
Se o ancestral chegou a morrer em consequência do desprezo, da exclusão (e da própria adição) a pessoa pode segui-lo, com o vicio, até a morte. (1)
A cura da adição é possível quando se restabelecesse o respeito ao viciado, e quando a mãe ou esposa do viciado consegue honrar o masculino. 
"Torna-se viciado aquele a quem falta algo. Para ele, o vício é um substituto. Como curamos um vício em nós? Reencontrando aquilo que nos falta. Quem ou o que falta no caso de um vício? Geralmente é o pai. Ninguém e capaz de sentir-se inteiro e completo sem seu pai. Sendo assim, o vicio e a ânsia de reencontrar o que foi perdido e, com ajuda, sentir-se são e restabelecido. Contudo, por ser apenas um substituto, o vicio não é capaz de satisfazer essa necessidade. Por isso prossegue. E prossegue sem o pai.  Como podemos ajudar um viciado? Como ele pode ajudar a si mesmo? Ele leva aquilo que foi perdido para dentro de seu vicio, desta forma tornando-o supérfluo. O vicio mais difundido em nosso tempo é, em muitos países, o fumo. Nem mesmo o fato de estar escrito “fumar mata” nos maços de cigarro assusta a maioria das pessoas. Para elas ainda mais mortal é o sentimento de que algo lhes falta em seu profundo interior. Como é possível para um fumante levar o pai que lhe falta para dentro de seu vicio? Primeiramente, o que o ajuda é fumar com prazer, pois seu ato de fumar o conscientiza do quanto sente falta de algo. Quando deseja ou precisa fumar, sente o quanto lhe faz falta, por exemplo, seu pai. Assim que se prepara para tragar o cigarro, imagina seu pai. Então traga a fumaça profundamente em seus pulmões, olhando para seu pai, dizendo-lhe internamente: “ Tomo você em minha vida e em meu coração”. E fuma até sentir seu pai dentro de si. Algo similar vale para o álcool. Aquele que se tornou doente devido a este vicio brinda com o pai antes de beber. Então bebe, lenta e profundamente, sorvendo seu pai, a cada gole até sentir-se preenchido por ele e vivenciá-lo profundamente. E as mães? Como elas ajudam seus filhos viciados? Elas reconhecem que, para seus filhos, são apenas uma metade, e nunca a totalidade. Ao invés de manter seus filhos longe do pai, os guiam com amor até ele. Este movimento começa quando elas veem e amam, em seus filhos, também o pai deles..."(2).
As constelações familiares, método terapêutico desenvolvido por Bert Hellinger vem sendo empregadas com bons resultados na superação de viciados.

Sinta-se a vontade para comentar e compartilhar. Caso tenha alguma duvida ou sugestão pode encaminhar para constelarparavida@gmail.com

Marcia Paciornik. 
Maestria em Novas Constelações
Constelações familiares, organizacionais e quânticas
Alinhamento e orientação sistêmica
Atendimento individual ou em grupo . Presencial ou online.+55 11 991388-8337 


 (1)  Constelar a Enfermedad desde las comprensiones de Hellinger e Hamer, Brigitte Champetier de Ribes, Gaia Ediciones, 2011
 (2) A Cura – Bert Hellinger, Editora Atman, 2014

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O sistema Familiar

O sistema familiar é um campo espiritual. Dentro deste campo todos estão em ressonância. 
Às vezes, este campo está em desordem. Este distúrbio ocorre quando alguém que pertence a ele foi excluído no passado. 
Estes membros excluídos do sistema também estão em ressonância e se fazem representar no presente porque todos os que pertencem a este campo têm o mesmo direito de pertencimento. A "consciência" do sistema para manter a coesão e a continuidade do sistema não permite excluir ninguém: o esquecido/excluído continua agindo nele. Se alguém foi excluído, não importa por quais razões, a ressonância deste campo coletivo determina que outro membro da família represente o excluído. 
"El sistema familiar es un campo espiritual. Dentro de este campo todos están en resonancia con todos. As veces, este campo está en desorden. Este desorden se  produce cuando alguien que pertenece a él ha sido excluido  o rechazado u olvidado. Esas personas excluidas olvidadas están en  resonancia con nosotros y se hacen valer en el presente porque en este campo rige una ley fundamental: todos los  que pertenecen al campo tienen el mismo derecho de  pertenecer a él. No se puede excluir a nadie. Este campo no pierde a nadie: el olvidado sigue actuando en él. Si fue excluido, por las  razones que fueran, bajo la influencia del campo a través de esta resonancia se determina que otro miembro de la familia represente al excluido". 
BERT HELLINGER

domingo, 31 de julho de 2016

Quando Podemos Dizer que Vivemos a Abundância?



Quando podemos dizer que alcançamos o êxito? Ou que experimentamos, de fato, a abundância?

Quando acolhemos a vida que nos foi dada pelos nossos pais com gratidão e aceitamos ambos – mãe e pai – de forma incondicional, exatamente como são: humanos, imperfeitos, com falhas, às vezes ausentes, omissos, duros ou indiferentes, mas também, em outros momentos, amorosos e presentes.

Para Brigitte Champetier de Ribes: "Dinheiro, mãe e vida são energias equivalentes; a forma como tratamos a mãe é como o dinheiro nos trata."  

Da mãe, recebemos a energia da abundância, o sustento primal que nos nutre. Do pai, vem a força da realização, muitas vezes refletida no sucesso profissional.

Viver em abundância é ter tudo o que precisamos, como quando éramos nutridos no ventre materno.  

Mas isso só é possível quando dizemos um "sim" sincero e profundo aos nossos pais, tomando ambos no coração ao mesmo tempo, com igual amor e respeito. É nesse gesto que abandonamos a luta pela sobrevivência e nos abrimos à verdadeira abundância.

Como fazer isso quando nos é dificil por alguma razão nos relacionar ou mesmo olhar nossos pais com amorosidade?

Como, nestes casos, liberar o fluxo da energia do dinheiro e da vida?


Essas são algumas das questões que encontram respostas nas constelações familiares – o método revelado por Bert Hellinger para trazer a luz e dissolver os emaranhamentos que nos limitam, trazendo clareza e cura aos traumas transgeracionais.


Márcia Paciornik



terça-feira, 26 de julho de 2016

Capacidade Consteladora.



Agradeço minha vida como é. Me permito ser como sou. Agradeço a abundancia que me rodeia, tomo tudo que me chega como uma oportunidade para mais amor, me rendo diante do que não entendo.
Quero a cada um como é,inclusive aos que me causam medo, raiva ou repulsa.
Me  reconheço nos que me causaram dano. 
O dano que eu causei assumo e reparo. 
Desde meu lugar, nem mais nem menos, respeito as hierarquias, honro o que vem antes de mim, honro a natureza, planta ou animal, honro aos meus anteriores.
Me entrego aos posteriores, aos novos,ao novo. 
Impulsionado pelo agradecimento incondicional aos meus pais e ao meu entorno, devolvo o que recebi estando ao serviço dos demais.
Consciente da minha grandeza e da minha responsabilidade aqui e agora.
Escolho a alegria.
O texto original em Espanhol:
Agradezco mi vida como es, me permito ser como soy, agradezco la abundancia que me rodea, tomo todo lo que me llega como una oportunidad para más amor, me rindo ante lo que no entiendo.
Quiero a cada uno como es, incluso a los que me dan miedo, rabia o repulsión.
En los que me han hecho daño, me reconozco a mí mismo. 
El daño que yo he hecho, lo asumo y lo reparo. 
Desde mi lugar, ni más ni menos, respeto las jerarquías, honro lo que está antes que yo,  honro la naturaleza, planta o animal, honro a mis mayores.
Me entrego a los posteriores, a los nuevos, a lo nuevo.
Empujado por el agradecimiento incondicional a mis padres y a mi entorno, devuelvo lo recibido estando al servicio de los demás. Consciente de mi grandeza y de mi responsabilidad, aquí, ahora. Elijo la alegria. 
Brigitte Champetier des Ribes.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Julieta: o novo filme de Pedro Almodóvar

Confesso que estava um pouco relutante em ir assistir ao filme Julieta, a mais recente obra do cineasta espanhol Pedro Almodóvar.  Fã incondicional estava com medo de me decepcionar, pois as criticas não eram muito favoráveis. O filme, entretanto, é a obra de um cineasta maduro, sensível, delicado e inteligente.
Mais do que isto, aborda de forma interessante e perspicaz inúmeras questões de caráter universal a partir de uma visão sistêmica das ações humanas. 
Não sei dizer se esta visão pertence aos contos nos quais o filme se baseia ou é própria do diretor que em algum momento tenha tido contato com esta abordagem. Não importa. Está lá e é didática e pedagógica.
Nele se pode observar e aprender sobre inúmeras emoções e ações humanas sob uma ótica sistêmica: a culpa que paralisa e só leva ao sofrimento, à dor, ao conflito e à separação; a inevitabilidade do destino, o fanatismo religioso de quem vive em crenças para fugir de dores e traumas profundos; a força do pertencimento a comunidades religiosas, a inutilidade trágica da expiação, as compensações de danos que nos são exigidas pelo sistema ou que nos exigimos... As consequências do não aceitar a tudo como é questionando o que nos cabe enfrentar.
Sem duvida uma maravilhosa oportunidade para refletir sobre estas questões e ainda assistir a um belíssimo espetáculo de fotografia, cenografia, trilha sonora, interpretação e montagem cinematográficas. Tudo no filme é inteligente, delicado e preciso. Almodóvar não se perde em digressões inúteis. O filme em nenhum momento se rende ao piegas e ao dramatismo.
Não deixem de assistir. Recomendamos.
Marcia Paciornik

Julieta: o novo filme de Pedro Almodóvar
Confieso que estuve un poco reacia a ir a ver la película Julieta, el último trabajo del cineasta español Pedro Almodóvar. Fan incondicional temía me decepcionar  porque los comentarios no eran muy favorables. La película, sin embargo, es la obra de un cineasta maduro, inteligente, sensible y suave.
Además de esto, expone de manera interesante y perspicaz a numerosas cuestiones de carácter universal desde una visión sistémica de las acciones humanas.
No sé si este punto de vista pertenece a los cuentos en que se basa la película, o es el director el que en algún momento ha tenido contacto con este enfoque. No importa. Está allí y es didáctico y pedagógico.
En él podrás ver y aprender acerca de muchas emociones y las acciones humanas en una perspectiva sistémica: la culpa que cuelga y sólo conduce al sufrimiento, al dolor, al conflicto y a la separación; la inevitabilidad del destino, el fanatismo religioso de quienes viven en creencias para escapar el dolor y traumas profundos; la fuerza de pertenecer a las comunidades religiosas, la futilidad trágica de la expiación. La compensación por daños y perjuicios que son requeridos por el sistema o se nos requiere. Las consecuencias de no aceptar a todo sin cuestionamiento.
Sin duda una maravillosa oportunidad para reflexionar sobre estos temas y todavía ver una hermosa muestra de fotografía, escenografía, banda sonora, interpretación y montaje cinematográfico. En la película todo es inteligente, delicado y preciso. Almodóvar no se perde en disquisiciones inútiles. La película en ningún momento se rinde a la sensiblera y al drama.
A ver. Recomendamos.

Marcia Paciornik

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Campo Morfogenético, Ressonância Mórfica e campos mórficos.


RUPERT SHELDRAKE,  biólogo, bioquímico e autor de mais de oitenta artigos científicos e dez livros postulou a hipótese mais revolucionária da biologia contemporânea: a da Ressonância Mórfica

De acordo com esta teoria, as mentes de todos os indivíduos de uma espécie, incluindo o homem, se encontram unidas e formam parte de um mesmo campo mental. Ele denominou esse campo mental de Campo Morfogenético. 

Segundo ele os campos morfogenéticos contêm informações recompiladas de toda a história e da evolução passada, algo como uma “memória racial” de Freud ou o “inconsciente coletivo” de Jung ou o “circuito neurogenético” de Timothy Leary. 

“Existem na natureza alguns campos chamados Morfogenéticos, os quais são como estruturas organizadoras invisíveis que modelam ou dão forma a todas as coisas ”. “Cada tipo de célula, tecido, órgão ou organismo tem seu próprio tipo de campo”... “...cada espécie animal, vegetal ou mineral possui uma memória coletiva a qual contribuem todos os membros da espécie a qual formam”...

"quando um indivíduo de uma espécie animal aprende uma nova habilidade, será mais fácil para todos os outros indivíduos da dita espécie aprendê-la. A habilidade “ressoa” entre todos os indivíduos da espécie, sem importar a distância em que se encontrem. E quantos mais indivíduos adquirem a habilidade tanto mais fácil e rápido será para os demais aprende-la".

Esta hipótese possibilita uma explicação sobre a formação da vida que transcende a das leis do acaso e da necessidade. Por esta vertente a vida poderia se estruturar e desenvolver no tempo e no espaço a partir da influencia de tudo que aconteceu até então.

Cada família tem sua própria memória coletiva à qual todos os seus membros estão conectados e têm acesso. Neste campo mórfico há uma memória comum compartilhada por todos os membros de um mesmo clã, tenham ou não convivido nas mesmas coordenadas de espaço e tempo, que permite a transmissão transgeracional. 
  
A hipótese da causalidade formativa formulada por Sheldrake indica que a vida tem um proposito e uma finalidade evolutiva e se organizaria no interior de campos organizadores que comportariam uma memoria herdada dos membros passados daquela espécie. 

Com estes pressupostos, a teoria dos Campos Morfogenéticos e da Ressonância Mórfica está revolucionando a biologia e transbordando para outras áreas ou disciplinas como a física e a psicologia.

Para Jung, estes campos se irradiam por ressonância mórfica no espaço/tempo afetando varias gerações, repercutindo no presente e se traduzindo em neuroses e psicoses. 

Segundo Anne Ancelin Schützenberger, uma das precursoras da psicogenealogia, ”Os lutos não feitos, as lágrimas não derramadas, os segredos de família, as identificações inconscientes e lealdades familiares invisíveis passam para os filhos e os descendentes. O que não se expressa por palavras se expressa por dores”.

É através destes campos que podemos resgatar ou acessar, através da técnica de representação empregada nas constelações familiares, a memória dos sistemas familiares e identificar a origem dos conflitos, traumas, bloqueios e demais dificuldades que as pessoas vivenciam na sua vida presente quando estas tem origem em desordens sem resolver do sistema familiar. 

Um outro efeito dos campos de memória é que, a medida que  uma pessoa se libera de emaranhamentos, seja através de uma constelação seja por sua escolha e decisão, pode, por ressonância, ficar aprisionada a campos mórficos que são formados quando muitas pessoas convivem por muito tempo com um determinado sentimento, emoção ou dinâmica. 

Como resultado a pessoa pode se liberar de emaranhamentos sistêmicos através de uma constelação e, algum tempo depois, voltar a apresentar os mesmos sintomas que exibia antes . 

Isto ocorre com muita frequência e indica, sobretudo, que a constelação foi eficaz e a pessoa de fato está em um movimento de cura. Mas exige, por sua vez, que esta ressonância que aprisiona seja rompida. 
 
Enquanto estamos sob a influencia da energia destes campos sentimos acolhimento, pertencimento e segurança. 

Na zona de influencia dos campos mórficos os sintomas são amortecidos e aliviados. Isto possibilita que possamos conviver por muito tempo sob a ação de fidelidades dolorosas e difíceis. 

Para saber mais a este respeito sugerimos a leitura do texto do texto da Dra. Lais Siqueira Bertoche apresentado no IV congresso de terapia regressiva: “Curando memóriascom a constelação familiar transgeracional. A transmissão do trauma paradescendentes e a harmonização do campo mórfico”.

Maestria em Novas Constelações (Brigitte Champetier des Ribes,insconfa), Constelações Quanticas, 
Capacitação em Movimentos Essenciais com Cludia  Boatti
 55-11-991388337. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Brigitte Champetier de Ribes volta ao Brasil.

No próximo mês de setembro teremos de volta no Brasil a terapeuta BrigitteChampetier de Ribes partilhando seu extraordinário conhecimento. Desta vez ela dará um curso em São Paulo de 9 A 11 / 09 (A SINTONIA COM O MUNDO ATUAL. DESTINO COLETIVO, DESTINO INDIVIDUAL. AS COMUNIDADES DE DESTINO. NOSSO SISTEMA FAMILIAR. OS CAMPOS MÓRFICOS) onde também facilitara uma oficina de constelação dia 11/09 e dirigira um encontro de capacitação em Atibaia de 12/17/09 (ANALISE TRANSACIONAL COMO BASE DAS CONSTELAÇÕES). Uma das expoentes internacionais em Novas Constelações Brigitte tem sido incansável no trabalho de difundir o campo de Bert Hellinger e a sua evolução. Atualmente ministra cursos em vários países da América (Argentina, México e Peru). O instituto que dirige (Instituto de Constelación Familiarcom sede em Madrid, realiza inúmeros cursos e oficinas na Espanha e também oferece uma formação on line. No Brasil, Brigitte vem a convite de Eliana Medina, da Sunya Consultoria que tem sido responsável por organizar estes encontros desde o inicio. A formação oferecida pelo Instituto no Brasil oferece certificação de "Experto en Nuevas Constelaciones Familiares (com 80 horas) e de MAESTRÍA EN LAS NUEVAS CONSTELACIONES FAMILIARES, 200 horas.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Somos ou não responsáveis por nossas decisões?


Muitos de nós temos a pretensão de imaginar que controlamos as decisões que tomamos na vida. Aqueles que conhecem sobre as dinâmicas sistêmicas se dão conta de que não. Tudo afeta a todos no passado, presente e no futuro e influencia as decisões que tomamos. Somos seres ressoantes.

Temos responsabilidade individual sobre a nossa vida, mas ela está a serviço de algo maior, a serviço da nossa espécie, dos sistemas aos quais pertencemosAs nossas grandes decisões vão estar sempre a serviço das forças de coesão e de manutenção do Sistema dos quais fazemos parte. 

As decisões importantes que tomamos são ecos de algo anterior. A  consciencia grupal, vai nos atribuir “problemas espelhos” de desordens anteriores ocorridas no sistema familiar: não ter família, bloqueios, doenças, dificuldades no trabalho, perdas financeiras, depressões etc. 

Nossa liberdade está limitada a isto. Ou fluímos, aceitando, ou não. Dizer sim ou não é nossa única liberdade.

Comportamentos repetitivos, muitas vezes, são um sinal de que uma pessoa esta vivenciando algo que algum antepassado.

Em cada geração diversos dos integrantes mais jovens do sistema familiar terão que compensar as "desordens". 

O que são e o que causa as desordens nos sistemas?

De um lado excluir, rejeitar, esquecer, desprezar, olhar de forma ruim. Nada disto é tolerado. Os sistemas são amorais, não se regem pelos conceitos de "certo e errado "mau ou bom." Para a consciencia grupal ou do sistema tudo esta certo como foi. Não importa o que o individuo tenha feito, todos têm direito de pertencer de fazer parte.
 
A exclusão não é tolerada pela consciencia grupal. Quando algo ou alguem é "excluido" esta consciencia vai se impor sobre um integrante mais jovem do sistema para repetir o vivido pelo excluído. 

Energeticamente, este jovem membro vai se colocar no lugar do excluido provocando uma nova desordem. Cada um precisa estar no seu lugar o excluido, o que revive o que ele viveu, os que olham para eles de maneira depreciativa. Todos. Só assim o sistema se ordena. 

De outro lado a desordem pode decorrer de algo/alguem que não terminou o seu ciclo. 


Tudo é polar. Se alguem comete um dano tem que reparar para terminar o ciclo, se perde alguém precisa se despedir, se foi vitima de um dano precisa expressar a raiva, dor ou medo. Quando o ciclo não é completado deixa um vacuo para que será "herdado/repetido" por outro integrante no intuito de completar. o sistema.

 Quem integra o sistema familiar?

Todos os membros das varias gerações anteriores à nossa. 

Os sistemas são submetidos a três "forças" energéticas que precisam ser respeitadas (a Ordem  de chegada ou hierarquia, o direito ao pertencimento e a força de compensação ou equilibrio entre o dar e o receber) e também a campos de consciencia ou campos morfogenéticos. Estes campos tem como função preservar a integridade, a coesão e a permanencia do sistema. Passar adiante a informação e os conhecimentos adquiridos. 

Para cumprir seu propósito precisa promover o reequilibrio ou "compensar" o que ficou desequilibrado no passado. Para isto a consciência familiar se utiliza dos membros mais “jovens” do sistema. 

Os vínculos dos mais jovens com os mais velhos (ou ancestrais) se originam nas tragédias, nos traumas, nos danos não assumidos, nas exclusões> Em resumo  nas “desordens” ocorridas. 

Estes vínculos são chamados de lealdades/fidelidades, emaranhamentos ou intrincações. Correspondem à um mecanismo ou dinâmica de “compensação arcaica”. 

O ser recém concebido, por amor, assume o encargo de compensar o que esta excluido. No seu amor infantil ele não consegue dizer NÃO. Apenas quando estamos no estado adulto podemos dizer não ou sim ao que nos cabe.

No estado de compensação arcaica identificam-se duas dinâmicas: ou o membro mais jovem diz a um ancestral  “Eu como você” ou “eu por você”. “Eu levarei por você”, “eu pagarei por você” “eu sofrerei como você”, “eu matarei por você”, “eu me vingarei por você”. Ou um ancestral diz a um descendente, a um jovem: “você por mim” ou “você como eu” (na culpa, na dor, no sofrimento, na vingança, no luto, na vergonha, no fracasso...). 

Quando estamos no estado de compensação arcaica, na criança, estamos presos à ressonância dos campos de informação que registram todo o passado da espécie e dos sistemas familiares. Não podemos escapar. Apenas imitamos a informação. 

Sair da compensação arcaica é escolher a vida. 

Somente no estado de compensação adulta podemos ter consciência desta atração e do “emaranhamento”. 

A consciência familiar nos pede para soltar o vitimismo, para nos transformar em adultos. Para amar o que existe. Com isto começamos o processo de cura. 

A consciência familiar dá força e ajuda ao descendente que se despede da compensação arcaica, do passado que diz sim à vida, ao presente. 

As constelações possibilitam olhar para para as "desordens e compensações arcaicas" às quais estamos presos, identifica-las e dizer SIM à vida ao presente, ao que, sim, nos cabe. 

Quando fazemos isto mudamos de status. Deixamos de ser vitimas e nos transformamos em adultos. Honrando e agradecendo a tudo com é.

(1)  Este texto foi baseado em Material escrito por Brigitte Champetier des Ribes para a formacão on line do Instituto de Constelación Familiar, http://insconsfa.com/online_unidad3.php

(2) Recomendamos a leitura do texto da Dra. Lais Siqueira Bertoche apresentado no IV congresso de terapia regressiva: “Curando memórias com a constelação familiartransgeracional. A transmissão do trauma para descendentes e a harmonização docampo mórfico”. 


sexta-feira, 15 de julho de 2016

O centro vazio

“…A constelação atua em níveis distintos. Alguém que conhece as ordens do amor pode constelar os casos benignos.
Mas quando se trata de vida e morte outra coisa esta em jogo. Existe uma maneira interna de proceder que deve ser respeitada: entramos no centro vazio. Quanto mais profundamente entramos neste centro vazio, mais naturais são os efeitos para o exterior. Não é possível explicar.  Pois no centro estamos unidos à maioria das coisas e estamos em sintonia com elas”.
Bert Hellinger
Wir gehen nach vorne, 2002
pp. 272-272